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Em inauguração, Dilma não fala sobre operação contra ministros e Cunha

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JOSÉ MARQUES, ENVIADO ESPECIAL
CONGONHAS, MG, (FOLHAPRESS) - No dia em que a Polícia Federal faz busca e apreensão na residência de dois ministros e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a presidente Dilma Rousseff discursou durante 19 minutos sem tocar no tema na inauguração de um museu em Minas Gerais.
Dilma foi a Congonhas, a 80 km de Belo Horizonte, para a abertura de um espaço ao lado do sítio histórico que guarda o maior acervo do artista barroco Aleijadinho.
Ela chegou por volta das 11h20, visitou o museu, subiu no palanque e discursou por volta das 13h. No final, saiu sem falar com os jornalistas.
Pela manhã, em mais uma fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na residência oficial de Cunha, do senador Edison Lobão (PMDB-MA) e dos ministros Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Henrique Eduardo Alves (Turismo), ambos do PMDB.
Três telefones celulares de Cunha foram apreendidos e houve buscas na diretoria-geral da Câmara, órgão responsável por fechar contratos e ordenar despesas.
Em sua fala, a presidente repetiu que o governo federal tem "missões" a cumprir após a tragédia de Mariana: atender às vítimas, responsabilizar os culpados e obrigá-los a recuperar os locais afetados e também recuperar os mananciais atingidos, principalmente o rio Doce.
Dilma disse que o turismo é um dos meios que a cidade mineira tem para "diversificar a base produtiva municipal" e "diminuir a dependência da mineração". "Não acabando com ela, mas mantendo a independência", afirmou.
A Vale, dona da mineradora Samarco junto à anglo-australiana BHP Billiton, é uma das patrocinadoras do museu. Antes de falar de Mariana, Dilma ressaltou que o museu era uma cooperação entre iniciativa privada e governos, sem citar as empresas.
O museu de Congonhas fica junto ao santuário de Bom Jesus de Matosinhos, conjunto arquitetônico no qual trabalharam o escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), e o pintor Manoel da Costa Athaíde (1760-1830).
O espaço terá exposições sobre arte sacra, coleções de objetos de religiosidade popular e cópias físicas e digitais de obras de Aleijadinho.
O santuário de Bom Jesus de Matosinhos tem o título de Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco desde 1985.
A obra foi financiado pela prefeitura local, BNDES e por patrocinadores como a Vale, Gerdau, Santander e CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).
GRITARIA
Antes do evento, o museu teve o entorno isolado e vias de acesso controladas pela Polícia Militar. A plateia era predominantemente de movimentos sociais, militantes do PT e entidades de classe, simpáticos à presidente.
Quando Dilma subiu no palanque, acompanhada do ministro Juca Ferreira (Cultura) e autoridades, o funcionário de supermercado Wanderlei Gomes Diniz, 42, começou a gritar "fora, Dilma" e foi repreendido pelos militantes, que o cercaram e o chamaram de "coxinha".
Ele diz que é filiado ao PDT, partido da base do governo, mas que "percebe que a situação do país não é boa".
A confusão durou alguns minutos até ele deixar o local.

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