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Romário pede a Ministério Público que investigue suas contas na Suíça

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MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O senador Romário (PSB-RJ) informou nesta sexta-feira (27) que pediu à Procuradoria-Geral da República que investigue a existência de uma conta bancária atribuída a ele na Suíça. A informação foi publicada pelo ex-jogador de futebol em seu perfil no Facebook.
"Tomei a iniciativa de pedir ao Ministério Público do Brasil que provoque o Ministério Público suíço para instaurar uma investigação a fim de apurar se a suposta conta bancária apontada pela revista Veja, como sendo de minha titularidade do BSI, realmente existe e, ainda, se algum dia existiu, assim como se já houve qualquer movimentação na malsinada conta bancária. Sou o maior interessado que a verdade venha à tona", escreveu.
Em junho, a revista "Veja" publicou uma reportagem em que mostrava um extrato de uma conta-corrente em nome do jogador no banco suíço BSI, com saldo equivalente a R$ 7,5 milhões. A veracidade do extrato foi questionada pelo senador e, após o banco negar que a conta fosse de Romário, a revista se retratou.
Na quarta-feira (25), no entanto, trechos das conversas gravadas entre o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o advogado Edson Ribeiro, indicavam que Romário tinha dinheiro em uma conta na Suíça de fato. Segundo a conversa gravada, em troca da ajuda com a conta bancária, Romário apoiaria o deputado estadual Pedro Paulo, pré-candidato do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), à sua sucessão. Romário e Paes negam.
A conversa entre Delcídio e Ribeiro foram gravadas por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, preso na Operação Lava Jato. Eles participavam de uma reunião em Brasília ocorrida em 4 de novembro. O chefe de gabinete do senador petista, Diogo Ferreira, também participou do encontro.
A gravação foi usada como base para os pedidos de prisão contra Delcídio, Ribeiro e também contra o banqueiro André Esteves, dono do banco BTG Pactual. O propósito da reunião era tentar dissuadir o ex-diretor da Petrobras de fazer um acordo de delação premiada. Delcídio e Esteves foram presos na quarta-feira (25). Ribeiro foi preso na manhã desta sexta (27).
Após a publicação da reportagem, o banco BSI enviou uma carta a Romário atestando que o extrato divulgado pela revista "Veja" era falso. O banco, no entanto, não confirmou se o senador já foi seu cliente ou se foi titular de outra conta.
"Tal requerimento justifica-se para fins de apuração, por mais uma vez, da verdade real dos fatos, eis que, inobstante a declaração outrora apresentada pelo BSI, há resquício de suposta fraude para favorecer-me, a qual merece ser apurada como nova resposta a todos os cidadãos brasileiros, em especial os cariocas e fluminenses que a mim confiaram o seu voto", escreveu Romário no ofício encaminhado à PGR.

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