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Filha de Cunha pede ao STF para ser excluída de inquérito

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MÁRCIO FALCÃO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A defesa de Danielle da Cunha Doctorovich, filha do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou na noite desta sexta-feira (13) com um pedido para que ela seja excluída do inquérito que investiga se contas na Suíça que têm o presidente da Câmara como beneficiário foram abastecidas com propina da Petrobras.
Cunha, sua mulher, a jornalista Claudia Cruz, e Danielle são investigados por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. A suspeita da Procuradoria-Geral da República é que eles fizeram pagamentos de despesas pessoais com dinheiro em contas não declaradas. Parte do dinheiro depositado nestas contas, dizem os investigadores, era fruto de propina paga para viabilizar um negócio com a Petrobras na África em 2011.
O inquérito foi solicitado pelo Ministério Público Federal e autorizado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, há quase um mês. A investigação começou depois que o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil um dossiê sobre quatro contas ligadas ao presidente da Câmara.
Os advogados alegam que Danielle não era investigada na Suíça e, portanto, ela não poderia ser incluída no rol de investigados com a transferência dos dados. A defesa argumenta ainda que o fato de ser beneficiário de uma das contas não imputa a ela nenhum crime.
"Não há a indicação de nenhum ato por ela praticado", dizem os advogados. "A conduta atribuída a Danielle é atípica, não se podendo admitir que ela figure como investigada em inquérito, sem que se lhe atribua a prática de crime. O fato de a agravante figurar como dependente em determinado contrato de cartão de crédito, por força de atos unilaterais praticados por terceiros, obviamente não corresponde a nenhuma das figuras típicas objeto da investigação", completam.
A Kopek, uma das contas e que está em nome da mulher de Cunha, foi aberta em 2008 e servia para bancar despesas pessoais e de cartão de crédito da família. Um dos gastos foi com a universidade espanhola Esade, na qual Danielle fez MBA entre agosto de 2011 e março de 2013. Entre agosto de 2011 e 15 de fevereiro de 2012 saíram da conta US$ 119, 795 mil para a universidade.
O Ministério Público da Suíça chegou a bloquear 2,5 milhões de francos suíços (R$ 9,6 milhões) de Cunha e da mulher, sendo 2,3 milhões de francos suíços do deputado (R$ 9 milhões), que serão transferidos para o Brasil por decisão do STF.
Cunha nega que tenha ligação com o esquema de corrupção da Petrobras e diz que desconhecia a origem de depósitos feitos em uma de suas conta pelo lobista João Augusto Henriques, operador do esquema de corrupção descoberto na Petrobras.

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