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Política

Manifestantes trocam ameaças em Brasília

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DÉBORA ÁLVARES, PEDRO LADEIRA E PAULA REVERBEL
BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Grupos favoráveis e contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff trocaram acusações e fizeram ameaças, e faixas chegaram a ser rasgadas nesta sexta-feira (13), na Esplanada dos Ministérios, mas não houve violência.
Cerca de 4.000 integrantes, segundo a Polícia Militar, de grupos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e UNE (União Nacional dos Estudantes) protestaram contra a permanência no cargo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e a favor de Dilma.
A organização do evento estimou em 15 mil pessoas o número de manifestantes.
Ao passar na Esplanada dos Ministérios, onde está montado um acampamento de grupos que defendem o impeachment da presidente, houve um princípio de tumulto.
Um homem fardado que disse defender a intervenção militar no país discutiu com um grupo de estudantes e chegou a bater com uma barra de madeira em uma placa, enquanto os jovens, favoráveis ao governo, passavam. Algumas faixas que defendiam o impeachment da presidente foram rasgadas.
Apesar do incidente, ninguém se feriu. As polícias Militar e Legislativa da Câmara precisaram fazer um cordão de isolamento entre a pista em que passaram os manifestantes e o grupo dos acampados.
Além de pedir a saída de Cunha, os manifestantes protestaram contra o PL 5.069/2013 que, entre outras coisas, dificulta que mulheres estupradas possam abortar, e em defesa da Petrobras.
Um policial civil do Maranhão não identificado que estava acampado com o grupo que defende a intervenção militar foi flagrado com uma arma e levado pela PM à corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal.
Na noite de quinta (12), anterior ao protesto, a PM chegou a apreender uma arma de fogo e diversas armas brancas que estavam escondidas no carro de um manifestante acampado em frente ao Congresso Nacional, e uma pessoa foi presa.
São Paulo
Em São Paulo, mais de 600 pessoas, segundo a PM, reuniram-se para protestar contra a pauta conservadora de Cunha na Câmara. Segundo a organização do evento, 3.000 pessoas estiveram na manifestação desta sexta.
O ato contou com a presença de militantes do Levante Popular da Juventude e da CUT, entre outros movimentos sociais.




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