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Política

Manifestação em Brasília acaba sem maiores transtornos

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DÉBORA ÁLVARES E PEDRO LADEIRA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - As manifestações ocorridas nesta sexta-feira (13), em Brasília, transcorreram sem as tensões esperadas tanto pela Polícia Militar, que não precisou intervir em nenhum momento, quanto pelos manifestantes acampados em frente ao Congresso Nacional, que não foram alvo dos movimentos sociais de esquerda que defendem a presidente Dilma Rousseff.
Apenas um princípio de confronto foi registrado entre o JSB (Juventude Socialista Brasileira) e o movimento intervencionista, acampado no gramado central da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Congresso Nacional.
Um homem fardado, contrário ao impeachment de Dilma, mas que defende a intervenção militar, bateu com uma barra de madeira em uma placa enquanto os jovens, que são favoráveis ao governo, passavam. Ninguém se feriu e a polícia não precisou interferir.
O grupo, de cerca de 500 pessoas, foi o último a passar pela pista em frente ao Congresso. Antes, cerca de 4.000 protestaram pela saída de Cunha e em defesa da Petrobras. Os manifestantes são da Frente Brasil Popular, que inclui grupos como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores), além de também contar com apoio de UNE (União Nacional dos Estudantes) e UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e seguiram para o Ministério da Educação.
Mesmo o encontro com os manifestantes dos movimentos pró-impeachment de Dilma, que estão acampados em frente ao Congresso há três semanas, foi tranquilo. A Polícia Militar e a Legislativa da Câmara fizeram um cordão de isolamento entre a pista em que passaram os manifestantes de esquerda e o grupo dos acampados. Apenas gritos das posições políticas contrárias foram ouvidos.
Apesar da tranquilidade, a segurança em torno do Congresso foi reforçada desde o início da manhã. Policiais militares, com direito a cavalaria, e a Polícia Legislativa, que contou com a Tropa de Choque, acompanharam as movimentações.

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