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Política

Segurança é reforçada no Congresso para evitar conforto entre grupos

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DÉBORA ÁLVARES, PEDRO LADEIRA E DANTE FERRASOLI
BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Como medida preventiva, a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados recolheu na manhã desta sexta-feira (13), objetos pontiagudos e cortantes, do acampamento pro-impeachment da presidente Dilma Rousseff que está em frente ao Congresso Nacional há três semanas.
Espetos, cadeiras de ferro, estacas de madeira foram levados do local. A intenção é evitar que, em caso de confronto, tais objetos possam virar arma.
A segurança em torno do Congresso foi reforçada. Policiais Militares cercaram o local, bem como os policiais legislativos.
Isso porque uma série de passeatas organizadas por movimentos sociais de esquerda devem sair às ruas do país nesta sexta-feira (13) para pedir a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e "em defesa da Petrobras".
Os atos são da Frente Brasil Popular, que inclui grupos como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores).
O protesto em Brasília tem potencial de ter mais tensão, já que se encontrará com os manifestantes do MBL (Movimento Brasil Livre), que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff e tem posições críticas a esses movimentos de esquerda.
Na capital federal, o protesto também será em apoio a um ato de grupos estudantis de esquerda -entre eles a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas)-, que protestam, no mesmo lugar, "em defesa da democracia e da educação".
Os atos anti-Cunha têm previsão de ocorrer em cerca de 20 cidades do país. Em São Paulo, haverá uma manifestação às 17h no vão livre do Masp.
ANTI-IMPEACHMENT
A página do MBL no Facebook tem postado vídeos nos quais seus militantes pedem ajuda.
"Pode ser que não ocorra nada demais. Porém, o ânimo deles parece não ser o dos melhores", diz Renan Santos, um dos líderes do movimento.
"Estamos sendo alvo de ataque dessa extrema-esquerda [ele cita supostas agressões e roubos de faixas] e essa coisa está começando a escalar", completa, antes de definir o momento como "extremamente tenso, estressante, [no qual os militantes estão] correndo perigo", completa, antes de pedir que pessoas simpáticas à causa compareçam ao acampamento.
Na noite desta quinta-feira (12), a Polícia Militar do Distrito Federal prendeu um manifestante e apreendeu com ele uma arma de fogo e diversas armas brancas que estavam escondidas em seu carro. Ele, que não teve o nome divulgado, seria sargento reformado da própria corporação.
O homem estaria junto com manifestantes que pregam a volta da intervenção militar no país.
A reportagem conversou com um dos líderes do movimento, que se identifica como Dom Werneck, 38. Ele afirmou que foram eles próprios que chamaram a polícia. "O nosso movimento é família, cristão, pacífico, não apoiamos esse tipo de atitude", afirmou. Segundo ele, o homem dizia que iria matar Dilma Rousseff e jogar uma bomba no Congresso Nacional.
Num dos vídeos divulgados pelo MBL, o grupo nega que o homem que foi preso estivesse no acampamento.

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