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Chuva faz Dilma cancelar viagem a Rio do Sul (SC)

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GREICE SAUER
RIO DO SUL, SC (FOLHAPRESS) - Com gritos de "fora, Dilma" e "fora PT", manifestantes do movimento separatista "O Sul é meu País" fizeram um protesto na tarde deste sábado (24), em Rio do Sul (SC), onde a presidente Dilma Rousseff era aguardada para uma visita técnica.
A viagem até o município, duramente castigado pelas chuvas, acabou sendo cancelada por causa das condições climáticas desfavoráveis para o voo de helicóptero que partiria de Florianópolis.
A petista chegou ao aeroporto Internacional Hercílio Luz, na capital de SC, por volta das 16h30. De lá, partiria de volta para Brasília. Antes, ela se encontrou com o governador Raimundo Colombo (PSD), no aeroporto.
Apesar do cancelamento da viagem, cerca de cem membros do movimento se concentraram no pátio da catedral de Rio do Sul -próximo ao local previsto para o pouso de helicóptero de Dilma- com bandeiras e faixas. Uma delas trazia a mensagem: "Basta de Brasília, o Sul é meu País".
De outro lado, um grupo menor de simpatizantes e apoiadores do governo, rebatia. Houve bate-boca.
Muitos moradores da cidade de 67 mil habitantes aguardavam ansiosos a visita e ficaram decepcionados, assim como os líderes políticos que esperavam a presidente. A chegada de Dilma ao município estava prevista para as 17h. Vinda de viagem do Rio Grande do Sul, ela sobrevoaria as áreas alagadas na região do Alto Vale do Itajaí, acompanhada do governador. Também conversaria com prefeitos da região, onde cerca de 200 mil pessoas são afetadas direta ou indiretamente pelas chuvas fortes há cerca de um mês.
Havia a expectativa do anúncio de liberação de recursos para as cidades afetadas, o que não aconteceu. Segundo o governador, os prefeitos esperam agora as águas baixarem pra fazer o levantamento dos prejuízos e encaminhar os pedidos de auxílio ao governo federal.
Maior dos 28 municípios que compreendem a região do Alto Vale, Rio do Sul decretou situação de emergência por causa da enchente. O rio Itajaí-Açú chegou ao nível de 10,71 metros e cobriu boa parte da cidade.
Duas de três barragens que formam o sistema de contenção de cheias da região transbordaram, o que deixou todos em alerta. Pelo menos 500 pessoas tiveram que ir para 13 abrigos públicos e estão sendo orientadas a permanecer neles, já que há previsão de mais chuva.
Há quatro anos, Rio do Sul viveu uma das piores enchentes da história, quando o rio atingiu o pico máximo de 12,96 metros.




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