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Renan nega que atraso em análise de contas de Dilma beneficie governo

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MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que fará a leitura nesta terça-feira (20) do parecer do Tribunal de Contas da União que recomendou a reprovação das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff no plenário da Casa.
O senador, no entanto, negou que a demora em se iniciar o trâmite da análise das contas tenha beneficiado o governo, já que o processo poderá ser encerrado apenas no ano que vem. Segundo Renan, os documentos encaminhados pelo TCU ainda estavam sendo "processados" pelo Senado.
A formalidade da leitura em plenário é necessária para que o processo comece a ser analisado pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, que poderá manter o entendimento do TCU ou poderá divergir do tribunal e aprovar as contas da presidente ou aprová-las com ressalvas. O que a comissão decidir deverá passar ainda pelo crivo do plenário do Congresso, que dará a palavra final.
Assim que os documentos chegarem à comissão, ela terá 77 dias corridos para analisar as contas. A presidente da CMO, a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), informou que irá designar o relator para analisar as contas assim que o processo for encaminhado à comissão.
Ele terá, então, 40 dias para apresentar seu parecer. Rose já havia dito na semana passada, que escolherá alguém capaz de fazer uma análise técnica sobre a decisão, mas que também tenha trânsito entre os integrantes da comissão, tanto da base aliada quanto da oposição.
Em seguida, abre-se um prazo de 15 dias para a apresentação de emendas ao texto e, ao final deste prazo, o relator tem mais 15 dias para finalizar o seu relatório. A comissão terá então, sete dias para votar o documento, que aprovado, será encaminhado para análise conjunta do Congresso Nacional.
De acordo com a senadora, todos os prazos serão rigorosamente cumpridos para se evitar um questionamento político. Para ela, esta análise específica de contas é diferente das demais pelo momento de crise que o governo enfrenta.
DENÚNCIAS
Renan também voltou a negar as acusações de que teria recebido propina no contrato de afretamento de um navio-sonda da Petrobras. A denúncia foi feita em delação premiada do lobista Fernando Soares, conhecido como Baiano.
De acordo com ele, Renan e o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), teriam dividido entre US$ 5 e US$ 6 milhões com o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, indicado pelo PMDB para o cargo na época.
Os pagamentos teriam sido feitos, segundo ele, entre 2006 e 2008. O operador dos pagamentos, segundo Baiano, foi o paraense Jorge Luz, uma espécie de decano dos lobistas que atuavam na Petrobras.
"Eu já falei sobre isso. Não conheço, não tem nenhuma consistência, não há fato. Não conheço a pessoa, nunca vi", disse Renan.

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