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Evento em SP debate a prática jornalística

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Festival Piauí Globonews de Jornalismo encerrou neste domingo (11) uma maratona de depoimentos e entrevistas que, em vez de debater modelos de negócio e saídas para a crise do setor, como na edição anterior, priorizou a própria prática jornalística.
"A razão foi tentar fazer brilhar os olhos de quem está entrando na profissão", disse o fundador da revista "piauí", João Moreira Salles, no final dos dois dias.
O evento reuniu "modelos" da reportagem como o americano Seymour Hersh, que revelou o massacre de My Lai no Vietnã, em 1969, e os abusos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, em 2004.
Ex-"The New York Times" e hoje colaborador da "New Yorker", Hersh afirmou no festival que "a função do jornalismo é se colocar no caminho da loucura dos homens que comandam o mundo" e, sempre que possível, "buscar a contranarrativa".
Estrela mais recente na cobertura de conflitos armados, Ben Anderson, ex-BBC e agora na Vice Media, descreveu os efeitos da liberdade e da flexibilidade maiores dos correspondentes de guerra hoje, resultantes de novas tecnologias e da cultura aberta dos novos veículos on-line.
Em contraste com Anderson, Franklin Foer, ex-editor da "New Republic", descreveu o conflito entre as culturas da internet do novo dono do veículo, o cofundador do Facebook Chris Hughes, e do jornalismo tradicional.
No final de 2014, insatisfeitos com os novos rumos, dois terços dos profissionais da Redação se demitiram.
"Não acredito que os dois mundos sejam inconciliáveis, mas são dois conjuntos de valores diferentes", afirmou Foer em sua fala no festival, citando a prioridade para a audiência, por exemplo.
No contexto latino-americano, Anabel Hernández relatou seus esforços para cobrir o vínculo do crime organizado com o próprio Estado, no México, evitando as mistificações de narcotraficantes veiculadas tanto por séries ficcionais de TV como pelo governo.
Paralelamente aos jornalistas, o evento trouxe duas "conversas com a fonte".
O ex-ministro Delfim Netto, colunista da Folha da S.Paulo, rechaçou o que chamou de "golpezinho" e "tapetão" contra a presidente Dilma Rousseff, e o banqueiro Daniel Dantas voltou a dar sua versão sobre os eventos que levaram à sua prisão, em 2008.

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