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Governo não teme impeachment por rejeição de contas, diz Jacques Wagner

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MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Minutos após ter sido empossado ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner afirmou que o Planalto não teme a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff mesmo que o TCU (Tribunal de Contas da União) rejeite as contas do governo de 2014 em sessão marcada para esta quarta-feira (7).
"[Não há] temor do ponto de vista que alguns tentam falar, de conexão disso [rejeição das contas pelo TCU] com a grita de alguns segmentos da oposição em relação ao impeachment. Mesmo que haja rejeição de contas, ela não é sustentação para nenhum pedido de processo [de impeachment]. Está muito claro na lei. Creio que qualquer pessoa que queira respeitar o texto constitucional sabe que o julgamento das contas, por ser de mandato anterior, não tem a ver com o atual mandato", declarou.
O governo, porém, tenta adiar o julgamento no TCU e, após ter pedido a suspeição do relator do caso, ministro Augusto Nardes, alegando que ele é parcial para julgar a matéria, entrou com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) para que a sessão não aconteça nesta quarta.
A AGU (Advocacia-Geral da União) pede ao Supremo que sejam ouvidas testemunhas relacionadas ao suposto impedimento de Nardes. Segundo o Planalto, o ministro é parcial na condução do caso pois já manifestou em público sua opinião pela rejeição das contas mesmo antes do julgamento.
ARTICULAÇÃO
Wagner ressaltou ainda que vai ficar com a articulação do governo enquanto o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) vai cuidar da articulação política, que envolve a negociação com parlamentares para as votações no Congresso.
Nesta terça-feira (6), mesmo após concluída a reforma ministerial que deu mais espaço para o PMDB na Esplanada -o partido conta agora com sete ministérios-, o governo sofreu sua primeira derrota ao não conseguir quórum para votar a manutenção dos vetos presidenciais a projetos das chamadas pautas-bomba.
O novo ministro da Casa Civil afirmou que o número de parlamentares em plenário não foi alcançado "por questões de horário" e que estava otimista para a sessão desta quarta.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e a oposição tentam mais uma vez adiar a votação.

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