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Operação apreende R$ 1,5 milhão na casa do prefeito de Indaiatuba

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MARCELO TOLEDO
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Uma operação realizada pelo Ministério Público Estadual na manhã desta segunda-feira (5) apreendeu ao menos R$ 1,5 milhão na casa do prefeito de Indaiatuba (a 98 km de São Paulo), Reinaldo Nogueira Lopes Cruz (PMDB).
Documentos também foram apreendidos na sede da prefeitura -onde havia outros R$ 400 mil no gabinete do prefeito- e em uma construtora. Na residência de Cruz, segundo a polícia, foram apreendidos dólares e euros.
As ações, autorizadas pelo TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, têm como objetivo apurar a obtenção de vantagem ilícita por agentes públicos e empresários. A suspeita de que um esquema fraudulento envolvia empresas e a prefeitura, com suposta omissão de um promotor ambiental.
A operação ainda apreendeu documentos e quatro armas em Bragança Paulista (a 85 km de São Paulo), na prefeitura e na casa do prefeito Fernão Dias (PT), que é delegado.
Segundo a reportagem apurou, os envolvidos compravam imóveis que depois eram desapropriados pela prefeitura por um valor muito superior. O lucro seria dividido pelos envolvidos no esquema.
Uma das empresas alvo de investigação é a construtora Jacitara.
A ação do Ministério Público, com apoio de cerca de 180 homens da Polícia Militar, teve início por volta das 6h desta segunda. No total, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas duas cidades.
Em Indaiatuba, a prefeitura chegou a ficar fechada no início do expediente, sem a permissão para que nenhum funcionário entrasse no prédio.
A polícia e os promotores só deixaram o local por volta das 11h, carregando sacos com documentos, equipamentos de informática e dinheiro.
Na casa do prefeito, o dinheiro encontrado foi transportado por uma empresa de segurança privada.
Todo o dinheiro e os materiais apreendidos foram encaminhados ao 1º DP (Distrito Policial) de Campinas.
OUTRO LADO
O prefeito de Indaiatuba informou na noite desta segunda, por meio de nota, que a prefeitura comprou imóveis por preço abaixo do mercado e que "não existe nenhuma desapropriação que tenha trazido prejuízo aos cofres públicos".
"No tocante aos valores encontrados em meu poder, registro que todos são de origem lícita, provenientes de negócios familiares e sem nenhuma relação com a minha atuação pública", diz trecho da nota.
O prefeito afirmou ainda ter convicção de que em pouco tempo "todos esses equívocos serão esclarecidos".
A prefeitura diz que aguarda a manifestação do Ministério Público para "analisar possíveis denúncias e a respectiva defesa".
Também por meio de nota, a Prefeitura de Bragança Paulista informou somente que a sede da administração e a casa do prefeito Fernão Dias foram alvo de busca e apreensão de documentos e que os motivos são desconhecidos.
Conforme a administração do petista, o prefeito e os servidores estão "à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento". "Sem a necessidade de operações invasivas e sem nenhum direito de defesa", diz trecho da nota.
Já a construtora Jacitara informou que ainda apura o motivo da busca e apreensão e que está colaborando com as investigações.




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