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Política

Dilma pede que ministros dialoguem mais com o Congresso

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GUSTAVO URIBE, MARINA DIAS E VALDO CRUZ
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - No momento em que enfrenta dificuldades com sua base aliada na Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff orientou nesta segunda-feira (5) sua equipe ministerial a dialogar com o Congresso Nacional.
Em cerimônia de posse de dez ministros, realizada no Palácio do Planalto, a petista afirmou que seus novos e antigos auxiliares têm o dever de manter contato permanentemente com deputados federais, partidos políticos e com movimentos sociais.
A falta de diálogo é uma das principais críticas feitas ao atual governo federal, tanto por movimentos de esquerda como por parlamentares da própria base aliada.
"A principal orientação que dou aos novos ministros, e aos ministros que continuam no governo, é: trabalhem ainda mais, com mais foco, com mais eficiência, buscando fazer mais com menos. Dialoguem muito e sempre com a sociedade, com os parlamentares, com os partidos e com os movimentos sociais", disse.
Em meio à ameaça de abertura de um processo de impeachment na Câmara dos Deputados, a petista ressaltou que seu governo irá até o final de 2018 e reafirmou que a reforma ministerial tem também como objetivo garantir "mais equilíbrio" à coalizão que a apoiou na disputa do ano passado.
"Nós temos um Brasil para governar até 2018", afirmou.
Em discurso, a petista afirmou que o corte de oito pastas e a redução dos salários de ministros é uma medida de reequilíbrio fiscal. Ela anunciou que a Comissão Permanente para a Reforma do Estado, que terá como objetivo reorganizar a administração federal, será presidida pelo ministro Nelson Barbosa (Planejamento).
Segundo a petista, o grupo será composto ainda pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Jaques Wagner (Casa Civil), além de nomes de fora do governo federal que serão convidados a participar.
BRONCA
No início de seu discurso, a presidente fez uma retificação à fala do chefe de cerimônia, que errou a ordem do nome do novo Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Ao anunciar a ministra Nilma Lino, que assumirá a pasta, ele citou Direitos Humanos antes de Mulheres.
"Eu queria fazer uma retificação antes de começar a falar. O Ministério é das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Nós erramos a ordem, peço desculpas", disse.
Na sequência, ao ler a lista de agradecimentos, a petista se deparou com o mesmo erro no nome da pasta e chamou novamente a atenção de sua equipe de auxiliares, o que arrancou risos da plateia.
"Errado, está vendo? Está errado. As mulheres vão entender porque insisto na ordem. É Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Eles insistem, eles insistem", disse.
NOVIDADES
As duas principais novidades são a troca de Aloizio Mercadante na Casa Civil por Jaques Wagner (que deixa a Defesa) e a demissão do petista Arthur Chioro (Saúde) para abrir espaço para um deputado peemedebista na pasta que estava sob o comando do PT.
As duas mudanças foram sugeridas por Lula, que na quinta (1º) reuniu-se com Dilma em Brasília.
O ex-presidente sai fortalecido com a reforma, com três nomes de sua confiança no Palácio do Planalto: Jaques Wagner, Ricardo Berzoini, que assumirá a Secretaria de Governo, e Edinho Silva (Comunicação Social). Já Aldo Rebelo (PC do B) irá para a Defesa no lugar de Wagner.
Na nova configuração, o PMDB passou de seis para sete ministérios no governo -após o pedido de demissão de Mangabeira Unger da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos). Os outros peemedebistas da Esplanada serão: Eliseu Padilha (Aviação Civil), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Eduardo Braga (Minas e Energia), Kátia Abreu (Agricultura) e Helder Barbalho (Portos).
Enquanto isso o PT, partido de Dilma, foi de 13 para nove pastas. Foi o ex-presidente Lula quem aconselhou a presidente a tirar espaço do PT e dar mais uma pasta ao PMDB, na tentativa de remontar sua base no Congresso.
PDT, PSD, PP, PR, PTB, PC do B e PRB têm um ministro cada. Outros oito ministros não têm partido.

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