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PSDB dirá na TV que não é oposição ao Brasil e que PT deve pagar por erros

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A propaganda nacional no PSDB, que irá ao ar na noite desta segunda-feira (29), afirma que o partido não é oposição ao Brasil, mas sim ao governo, e que é hora de o PT pagar por seus erros.
No vídeo, que tem duração de dez minutos, nomes importantes do partido, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, os senadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticam medidas do governo Dilma, como a possibilidade da volta da CPMF -o chamado imposto do cheque, os cortes no Pronatec e a mudança em alguns direitos trabalhistas.
Na introdução da peça, pessoas aparecem usando máscaras de Dilma enquanto uma narradora diz que as pessoas votaram em Dilma esperando uma coisa e se depararam com outra. Ao fim, todos tiram as máscaras e a narradora anuncia que "com tanta mentira, um dia a máscara cai".
Uma apresentadora então aparece em frente a matérias de jornais que abordam a crise e o rebaixamento da nota do Brasil pela agência de riscos Standard & Poor's.
Após isso, os políticos tucanos começam a surgir na propaganda. O primeiro deles é Alckmin, que afirma que o país vive uma das piores crises de sua história e que o governo petista "escolheu o pior caminho para enfrentá-la". "Aumentou os impostos e os juros, piorando ainda mais o drama do desemprego."
Logo depois vem Serra, que é taxativo: "Ao longo de toda a minha vida pública nunca vi o Brasil numa situação tão difícil como essa. Infelizmente", crava o senador, que garante que o PSDB avisou que estava "entrando água no barco", mas que o PT "se fez de surdo e nada fez para prevenir a crise. Só pensou em ganhar a eleição", antes de criticar impostos e os juros altos.
Serra finaliza sua fala dizendo que "é hora de o PT [e não mais a população] pagar por seus próprios erros".
Vêm então menções às pedaladas fiscais e a suspeita de que dinheiro da Operação Lava Jato tenha sido utilizado na campanha de Dilma.
O ex-presidente FHC aparece em seguida e afirma que a gestão Dilma está "derretendo" e que "a presidente é refém de uma base de sustentação no Congresso que a cada dia é mais do tipo toma lá, dá cá".
O tucano diz ainda que é hora de a petista pensar "no que é melhor para o país, e não para o PT".
Além disso, o tucano usa o termo "herança maldita" para se referir ao legado do ex-presidente Lula. O termo era usualmente utilizado por petistas para se referir ao legado que FHC deixou para o petista em 2003.
Por último, aparece Aécio, que afirma que as crises -econômica, política, moral e social, nas palavras dele- são consequências de "escolhas e decisões tomadas por aqueles que mostraram ter como objetivo de manter no poder custe o que custar".
A propaganda faz então um apelo às mulheres, dizendo que, com a crise, "a mulher é ainda mais importante na família", e mostra a entrevista de duas que afirmam ter dificuldades para manter a casa por causa da situação econômica. Uma delas diz que votou em Dilma e se arrepende. "Esperava mais dela como mulher e como mãe", diz.
Aécio volta à cena após as entrevistas e afirma que o partido é oposição ao governo, mas que "não é e jamais será" oposição ao Brasil.
O ex-governador de Minas Gerais diz que o PSDB jamais apoiará a volta da CPMF e que o governo mexa em direitos trabalhistas, mas que o Planalto pode contar com o partido se decidir reduzir impostos sobre a folha de pagamento das empresas ou baixar os juros.
Após um trecho do hino nacional, um apresentador aparece para finalizar a propaganda e faz uma analogia entre promessas não realizadas pelo governo Dilma e a alguém que deve dinheiro ao espectador.
No fim, questiona se não ter recebido o que se esperava na hora do voto "é ou não é um verdadeiro golpe?"
Dilma usa a palavra golpe para se referir às intenções de removê-la do cargo por meio de impeachment.
Durante toda a propaganda, aparecem pessoas marchando nas ruas batendo panelas -críticos ao governo Dilma bateram panelas diversas vezes neste ano durante discursos da petista na TV.

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