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Cunha diz que PMDB resistirá à criação de novo partido de Kassab

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BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), afirmou nesta segunda-feira (28) que haverá resistência dos peemedebistas se a intenção do ministro Gilberto Kassab (PSD) em recriar o PL (Partido Liberal) for de esvaziar a oposição.
"Recriar o PL é problema dele. Agora, se a intenção é ser uma alternativa de ser predador na base do governo como o Kassab já quis fazer, nós não vamos deixar", afirmou, durante um evento na Alerj (Assembleia Legislativa Estadual do Rio de Janeiro).
O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, tenta nesta semana a última tentativa de recriar o Partido Liberal, legenda que tem como objetivo rivalizar com o PMDB.
A Folha de S.Paulo apurou que integrantes do Palácio do Planalto adiaram a publicação da sanção presidencial à reforma política aprovada pelo Congresso, a pedido do ex-prefeito. Agendada para ser publicada no Diário Oficial na última sexta-feira (25), a medida impossibilitaria o desejo do ex-prefeito de São Paulo de levar 28 deputados federais para a sigla.
Apesar de negar publicamente, Kassab objetiva desde o início do ano atrair deputados federais da oposição e do PMDB para o PL e, depois, fundi-lo com o PSD, que comanda. Cunha, que assumiu a presidência da Câmara, minou seus planos.
O TSE encaminhou um recurso de Kassab para a recriação do partido ao Ministério Público, que deverá decidir nesta terça-feira a aprovação ou não da legenda.
"Se deixar para publicar essa decisão [sanção à reforma política] com esse objetivo [dar tempo para recriar o PL para esvaziar a oposição] acho que o governo está de novo errando como já errou em estimular a criação de partidos como único sentido de existência de ir para cima de nós", disse Cunha.
Cunha afirmou ainda que nessa semana começa a despachar pedidos de impeachment. "Tenho cerca de 10 a 15 pedidos para analisar. Não vou conversar com ninguém, vou ler os pareceres. Começar a despachar alguns e isso faz parte do juízo decisório que estamos fazendo".
O presidente da Câmara não quis comentar a reportagem da Folha publicada nesta segunda-feira sobre um relatório da Comissão de Valores Monetários que o aponta como beneficiário de um desvio de R$ 900 mil de fundos de pensão de funcionários da Companhia Estadual de Água e Esgoto do Rio.

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