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Ministros do PMDB faltam a desfile em Brasília

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DÉBORA ÁLVARES E MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em um momento de agravamento do cenário político, integrantes do PMDB não fizeram questão de acompanhar o desfile de 7 de setembro na manhã desta segunda-feira (7).
Embora ministros petistas, que apareceram em peso ao evento cívico, tenham minimizado publicamente as ausências de seis dos sete titulares peemedebistas, integrantes do governo próximos à presidente Dilma Rousseff avaliaram o fato como mais um sinal de desgaste.
Apenas o vice-presidente, Michel Temer, e o ministro da Pesca, Helder Barbalho, representaram o PMDB no evento cívico desta manhã.
Os presidentes do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e o da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não estavam na cerimônia.
Questionado na última quinta-feira (3) se iria ao desfile, Cunha negou com veemência, apesar de não ter agenda pública neste feriado. "De jeito nenhum. Estarei no Rio de Janeiro e só voltarei na terça."
Há cerca de dois meses, Cunha rompeu publicamente com o governo e é um dos defensores do desembarque de seu partido da base aliada.
Um dos ministros mais próximos a Dilma, Jaques Wagner (Defesa) disse que "não tinha nem reparado". "Eu não contei quem eram os ministros, quantos eram do PT, do PP, que eventualmente faltaram. Não é uma obrigação, até porque muitos ministros vão participar da cerimônia do 7 de setembro em seus Estados."
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também minimizou as ausências de peemedebistas. "Não vejo a presença ou ausência como qualquer significância política. Estava o vice, Michel Temer, houve ministros do PMDB e também do PT ausente. Quem pode estar aqui, esteve. A participação em um evento como esse não significa termômetro de nada", avaliou.
Edinho Silva, secretário de Comunicação Social, foi o único a avaliar publicamente o fato como "muito representativo", mas ponderou: "A relação com o PMDB não se dá apenas pelos ministros presentes no palanque oficial, se dá na construção de um projeto de país, de nação, de um programa de governo que tem se colocado em prática".
Sobre eventuais desgastes da relação da presidente Dilma com Michel Temer, Edinho destacou o vice como "o maior símbolo da união entre PT e PMDB". "Temer tem sido muito correto e leal à presidente Dilma. Muito importante na questão da governabilidade. Os gestos concretos falam muito mais do que palavras."
Há três semanas, o vice-presidente, que preside o PMDB há 15 anos, deixou a articulação política do governo com o Congresso e, mesmo após insistência de Dilma, negou retomar o posto. Semana passada, afirmou em eventos com empresários que, caso a popularidade da presidente continue baixa, seria difícil chegar ao fim do mandato.
Colaboraram FLÁVIA FOREQUE e FÁBIO MONTEIRO, de Brasília

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