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Ex-ministro Dirceu pede transferência para Complexo Médico Penal

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BELA MEGALE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A defesa do ex-ministro José Dirceu pediu nesta segunda-feira (31) a transferência do petista para o CMP (Complexo-Médico Penal).
Segundo o advogado Roberto Podval, a petição solicitando a transferência da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para o presídio localizado em Pinhais, próximo à capital paranaense, foi protocolada por volta das 12h.
"O espaço reduzido não comporta os mesmos benefícios conferidos em um presídio, tais como visitas familiares por período maior e a possibilidade de ter acesso a locais maiores e mais abertos. Essa condição, a longo prazo, certamente causará prejuízos à saúde de José Dirceu, que já tem mais de 70 anos", afirmam os criminalistas Roberto Podval e Odel Mikael Jean Antun no documento.
Enquanto na carceragem da PF as visitas semanais têm duração de meia hora e há apenas um encontro presencial por mês, no CMP elas são presenciais todas as semanas e duram cerca de duas horas.
Segundo Podval, ele conversou pessoalmente com o juiz Sergio Moro na semana passada sobre a mudança de Dirceu e o magistrado não se opôs. No entanto, o juiz ainda não se posicionou oficialmente sobre a transferência.
Atualmente Dirceu está na carceragem da PF, onde ocupa uma cela com um beliche e divide o espaço com o publicitário Ricardo Hoffmann. O ex-ministro passa a maior parte do tempo jogando baralho e lendo livros.
No horário do seu banho de sol diário, aproveita para fazer alongamentos e alguns exercícios. Faz questão de cumprir as ordens dos carcereiros e tem fama de disciplinado entre os policiais.
Desde que foi preso na 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco, José Dirceu recebeu visitas do filho, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), da mulher Simone Tristão, e da filha Joana Saragoça.
A maioria dos presos da Lava Jato estão no CMP, como o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, os ex-deputados Pedro Corrêa e João Argôlo e o executivo Marcelo Odebrecht, entre outros.
CPI
O ex-ministro foi nesta segunda-feira (31) à CPI da Petrobras. Ele optou por ficar calado, mesmo procedimento adotado, também nesta segunda, em depoimento à Polícia Federal.
Há suspeitas de que o ex-ministro recebia pagamentos de empreiteiras para consultorias que não existiram e que poderiam ser propina, mas a sua defesa sustenta que todos os serviços para os quais ele foi contratado foram prestados.

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