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Orçamento deficitário aumenta risco de país perder nota, diz Cunha

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THAIS BILENKY
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse, nesta segunda-feira (31), em Nova York, que "o problema maior" da proposta de Orçamento que será enviada pelo governo com previsão de deficit de R$ 30 bilhões não é o Congresso, mas o mercado.
Para ele, é "claro" que há risco de o país perder o grau de investimento. "O mercado não vai olhar bem esse deficit", disse, após participar de um evento nas Nações Unidas.
Sem a receita esperada com a volta da CPMF, o governo decidiu neste domingo (30) encaminhar ao Congresso sua proposta de Orçamento da União de 2016 com uma previsão de deficit primário. Em vez de um superávit primário de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto) para todo setor público, sendo 0,55% apenas do Executivo federal, o governo vai reconhecer que fechará 2016 com um deficit.
Cunha mencionou que o aumento da dívida bruta do governo já vem se acentuando em 2015. "O governo precisa mostrar qual solução vai apresentar que não seja através de aumento de impostos", afirmou.
O presidente da Câmara, que faz oposição ao governo, afirmou que, "sem dúvidas", se encontrará com a presidente Dilma Rousseff (PT) para discutir o Orçamento de 2016, "sendo convidado".
Se a proposta de Orçamento do governo for aprovada pelo Congresso, ele afirmou, "foi o governo que mandou" e causará o aumento da dívida bruta do país.
Cunha disse que, "na prática", há deficit no Orçamento há dois anos.
"Em 2014, o governo mudou a meta que o Congresso aprovou e a conta não fechou. Neste ano, tem um proposta de mudança de meta que é condicionada a componentes que não vão acontecer, ou seja, também terá deficit."
O presidente da Câmara afirmou que as medidas apresentadas pelo governo que visam a redução de gastos como a extinção de dez dos 39 ministérios são pouco objetivas. "Não está devidamente quantificada e não se sabe que economia vai produzir."
Segundo o deputado, a origem do deficit é a queda na arrecadação, causada pela perda da confiança na economia brasileira, "não só por segmentos estrangeiros, como da própria economia local".
Cunha foi pouco claro quanto ao que seria necessário para reverter o cenário. Disse que seria preciso que o governo apresentasse "uma série de políticas públicas, mostradas de forma transparente para a sociedade" com vistas ao equilíbrio das contas públicas.
"O governo vai ter que diminuir o tamanho de seu gasto de acordo com o tamanho de suas receitas. Vai ter que cortar tudo, é inevitável. Cortar despesas, o tamanho do governo, vai ter que cortar investimentos."

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