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Para Aécio, governo foi irresponsável por não reconhecer gravidade da crise

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MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O senador Aécio Neves (PMDB-MG) criticou nesta terça-feira (25) a admissão feita pela presidente Dilma Rousseff em que reconhece que errou na avaliação da situação econômica durante a campanha eleitoral do ano passado.
Para o tucano, um dos principais nomes de oposição à presidente, Dilma e o PT optaram por vencer as eleições presidenciais do ano passado ao invés de tomar medidas que pudessem, já na época eleitoral, minimizar os impactos da crise.
"A verdade é que a presidente estabeleceu a mentira como método. Foi assim que ela se conduziu durante toda a campanha eleitoral, e infelizmente, continua se conduzindo assim. Os alertas sobre o agravamento da crise fiscal do país foram feitos durante todo o processo eleitoral não apenas por nós, da oposição, mas por especialistas", disse o senador.
Em entrevista à Folha de S.Paulo e a outros dois jornais nesta segunda (24), Dilma afirmou que as dificuldades só ficaram mais claras entre os meses de novembro e dezembro de 2014, depois da sua reeleição, o que a fez demorar para perceber a gravidade da crise.
"A impressão que se tem é que ela vivia em outro país ou outro planeta. Quando busquei o debate sobre a necessidade de fazer os ajustes, a presidente me chamava de pessimista. A presidente fugiu de qualquer medida responsável que poderia hoje minimizar os efeitos dessa crise. A ação do governo não foi de desconhecimento, foi de irresponsabilidade porque optou por vencer as eleições mesmo sabendo da gravidade da situação", disse.
Aécio criticou ainda a permanência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no cargo porque considera que ele não tem mais legitimidade para conduzir a equipe econômica do governo. "Temos um ministro da Fazenda que a cada votação no Congresso, a cada reunião da base, é desautorizado pela dinâmica do governo", disse Aécio em referência ao recentes embates entre Levy e o núcleo político do Planalto.
Para Aécio, a estratégia da presidente de colocar na pasta um nome ligado ao mercado financeiro como forma de resgatar a credibilidade do governo não deu certo. "O que eu percebo e os brasileiros vêm percebendo é que a necessidade de colocar no Ministério da Fazenda alguém que conversasse com o mercado e minimamente resgatasse alguma credibilidade virou coisa do passado. Infelizmente, o Brasil é hoje uma nau desgovernada e o ministro não demonstra mais condições de impor a sua agenda ao Brasil", disse.
O tucano tem se reunido com líderes da oposição para discutir como esta continuará a encaminhar a defesa do impeachment da presidente Dilma. Inicialmente, Aécio pretendia fazer uma grande reunião com todas as lideranças e com juristas que também defendem a saída da presidente.
No entanto, ele recuou da proposta e tem realizado pequenos encontros com alguns deputados e senadores. A decisão foi tomada porque ainda não há consenso no grupo sobre a melhor estratégia a ser adotada, com alguns parlamentares, inclusive, desistindo da ideia da saída de Dilma.

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