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Ministro do PT defende 'estrutura austera' no governo federal

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FELIPE BÄCHTOLD
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) defendeu a redução do número de ministérios anunciada na segunda-feira (24) e disse que o governo federal precisa ter uma "estrutura austera" e eficiente.
Rossetto, responsável pela interlocução do governo Dilma Rousseff com os movimentos sociais, disse nesta terça (25) que todas as pastas estão sob "avaliação" e que os partidos da base aliada vão fazer parte das discussões.
"Não existe nem um governo mínimo nem um governo máximo, existe um governo necessário, austero, eficiente para assegurar qualidade nos programas e nas políticas públicas", disse.
Questionado por um jornalista se via seu cargo de ministro ameaçado pela reforma, ele disse: "Não há nenhuma discussão neste momento sobre que ministério será eliminado e que ministério não será eliminado."
O ministro também afirmou que a presidente Dilma não considera que tenha demorado para perceber a gravidade da crise econômica do país.
Em entrevista na segunda-feira, a presidente falou: "Vocês sempre me perguntam: em que você errou? Eu fico pensando (...). Em ter demorado tanto para perceber que a situação podia ser mais grave do que imaginávamos. E, portanto, talvez nós tivéssemos de ter começado a fazer uma inflexão antes."
Para Rossetto, Dilma estava se referindo à situação da economia internacional.
"O que a presidente Dilma disse foi que nós estamos vendo agora o tamanho da instabilidade internacional. O que nós estamos vendo agora é a instabilidade na China. Esse é um movimento que começou no segundo passado, um movimento que foi se acumulando a partir do segundo semestre [de 2014] e do primeiro semestre deste ano. O que a presidenta Dilma fez referência foi em relação a isso, aos impactos neste momento de uma instabilidade econômica."
APÓS O DESAGRAVO
O ministro deu as declarações na saída de uma reunião com dirigentes da Força Sindical em São Paulo. O encontro, de uma hora, ocorreu a portas fechadas e, segundo os participantes, debateu o desemprego e a crise política.
A reunião com a central sindical ocorre dias após a entidade promover em São Paulo um ato de desagravo ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), crítico do governo Dilma e denunciado pela Procuradoria-Geral da República.
A Força Sindical é ligada ao partido Solidariedade, que ajudou a convocar os atos pelo impeachment de Dilma no último dia 16.
Rossetto disse que mantém "diálogo permanente" com todas as centrais sindicais e que irá instalar um fórum sobre emprego para debates com sindicatos e empresas, em setembro. "A Força Sindical tem colaborado", disse.

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