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Renan se encontra na segunda com Janot, que o investiga na Lava Jato

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MÁRCIO FALCÃO E RANIER BRAGON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Investigado sob suspeita de participação no esquema da Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), irá receber em seu gabinete, nesta segunda, o chefe do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot.
Indicado pela presidente Dilma Rousseff para ser reconduzido ao cargo de procurador-geral da República, Janot é o responsável por conduzir as investigações contra Renan e vários outros congressistas.
Oficialmente, porém, o encontro deve ter caráter institucional, já que a recondução do procurador-geral tem que ser ratificada pelo Senado, casa presidida por Renan.
Antes de ter sua indicação ao Senado para permanecer no comando do MP por mais dois anos, Janot se reuniu com a presidente Dilma Rousseff e o ministro José Eduardo Cardozo, no sábado (8), no Palácio da Alvorada. Na terça (11), o procurador participou de um jantar oferecido pela presidente à cúpula do Judiciário, quando a petista defendeu a harmonia entre os Poderes.
No encontro, a presidente manteve o discurso de que todos precisam ajudar o país a superar o momento difícil diante da crise institucional, impulsionada pelos problemas na economia e na relação com o Congresso.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também investigado na Lava Jato, acusa Janot de usar critérios políticos em suas apurações. O Ministério Público deve oferecer denúncia contra Cunha. Integrantes da força tarefa da Lava Jato têm afirmado que o presidente do Senado não deve ser denunciado por ora.
Cunha não quis comentar o encontro entre Renan e Janot, afirmando que cabe ao Senado o processo de recondução do procurador. O presidente da Câmara está rompido com o governo justamente sob o argumento de que há um acerto secreto entre a cúpula do Ministério Público e o governo para incriminá-lo na Lava Jato.
Antes crítico do governo, Renan deu uma guinada nas últimas semanas e tem negociado com o governo a chamada "Agenda Brasil", um pacote de projetos cujo o objetivo seria tirar o país do atoleiro econômico. Fragilizado politicamente, o Palácio do Planalto aderiu à proposta e tentar isolar Cunha.
A reportagem não conseguiu falar com as assessorias de Renan e Janot na noite desta sexta-feira (14).




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