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Câmara instala CPI dos Fundos de Pensão e confirma exclusão do PT

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DÉBORA ÁLVARES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira (12) a CPI dos Fundos de Pensão e confirmou a decisão do presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de excluir o PT da presidência da comissão.
Como acertado, Efraim Filho (DEM-PB), assumiu a presidência após ser eleito por 19 dos 20 deputados presentes. Paulo Teixeira (PT-SP), Samuel Moreira (PSDB-SP) e Hissa Abraão (PPS-AM), são os vice-presidentes da comissão. A relatoria ficou com o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR).
Cunha acertou a exclusão do PT dos postos de comando dessa CPI e também da que investiga fraudes no BNDES. Essas duas comissões têm grande potencial de desgaste do governo.
A articulação foi possível graças à adesão do PR e PSD que, formalmente, apoiam o PT, mas fecharam esta questão com Cunha.
A articulação liderada por Cunha foi questionada antes da votação pelo petista Paulo Teixeira, que primeiro pediu o adiamento da eleição e, vencido, afirmou a intenção de apresentar um recurso.
"Na distribuição de presidências e relatorias, o PT deixa de ocupar uma presidência. Se consolidarmos essa votação, vamos consolidar um mecanismo que não levou em conta a proporcionalidade que tem sido usado na escolha das presidências desta Casa", afirmou Teixeira.
Membro com maior número de mandatos entre os integrantes da CPI, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) abriu os trabalhos da comissão e respondeu aos questionamentos de Paulo Teixeira.
Sá destacou a existência de uma questão de ordem, número 526 de 2009, segundo a qual, "a escolha do presidente e relator é questão de natureza política e não de proporcionalidade".
Após eleito, Efraim Filho ressaltou que os trabalhos da CPI vão "em busca da verdade, doa a quem doer". "Além da missão de investigar, teremos a missão de ser propositivos, de aperfeiçoar a atual legislação. Não se pode brincar com a vida das pessoas."

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