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Comentário político de padre gera polêmica em Mauá da Serra

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O padre Aparecido Porto de Jesus, da paróquia São Pedro Apóstolo, de Mauá da Serra - Foto: Arquivo
O padre Aparecido Porto de Jesus, da paróquia São Pedro Apóstolo, de Mauá da Serra - Foto: Arquivo

O padre Aparecido Porto de Jesus, da paróquia São Pedro Apóstolo, de Mauá da Serra, está sendo questionado por alguns vereadores locais por causa de um comentário que ele fez numa missa referindo-se ao episódio de Santo Antônio da Platina, onde a Câmara teve que baixar salários de prefeito e de vereadores após pressão popular.Numa das missas de domingo, padre Porto comentou recente reportagem da Tribuna, que fez alusão ao que aconteceu em Santo Antônio da Platina e também trouxe os subsídios pagos a vereadores nos 26 municípios do Vale do Ivaí e em Arapongas. 

Naquele município do Norte Pioneiro, após pressão popular, a Câmara estabeleceu que o subsídio do vereador para a próxima Legislatura, que iria de R$ 3,7 mil para R$ 7,5 mil, agora vai ser de apenas R$ 970. O do presidente da Câmara, que subiria de R$ 4 mil para R 8,5 mil, caiu também para R$ 970. O salário do prefeito, que pulava de R$ 14,7 mil para R$ 22 mil, será agora de R$ 12 mil.“Eu disse no final da missa que seria bom se todas as prefeituras e câmaras de vereadores da região seguissem o exemplo de Santo Antônio da Platina, nada mais do que isso”, afirma o padre.

“Eu não exigi que a Câmara de Mauá da Serra baixe subsídios dos vereadores. Eu apenas sugeri que seria bom se todas seguissem o exemplo de Santo Antônio da Platina”, frisa.De acordo com o padre, uma funcionária da Câmara, de nome Solange, que é esposa do vereador Nilson Gonçalves dos Santos (DEM), deixou a missa e foi falar com seu marido e também com o vereador Márcio Dias de Oliveira (PMDB), o Marcinho. A partir daí, conforme o padre, eles tomaram a decisão de pedir uma audiência com o bispo da Diocese de Apucarana, Dom Celso Antônio Marchiori.

Padre Porto diz não saber se esta audiência seria para pedir sua transferência para outro município. A audiência com o bispo está marcada para o próximo dia 19, às 9 horas, em Apucarana. “Eu sou padre e como sacerdote também defendo o bem comum”, assinala.A reportagem da Tribuna tentou contado telefônico com o vereador Nilson e sua esposa Solange, porém não conseguiu. Mais cedo, em contato com o repórter Berimbau, da Rádio Nova Era de Borrazópolis, o vereador Nilson disse que pediu reunião com o bispo apenas para questionar se o padre pode falar de política na missa. Ele disse que, como católico, não concorda com isso, porém não pediria a saída do padre. Sua esposa também negou que tivesse deixado a missa por causa dos comentários do padre.

SUBSÍDIOS - Em Mauá da Serra, os subsídios dos vereadores são hoje no valor de R$ 3.081,15. Já o presidente da Câmara recebe R$ 3.387,22. O município tem 9.534 habitantes e 6.769 eleitores. A Câmara ainda não começou a discutir os valores dos subsídios para a próxima Legislatura.

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Edhucca

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