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Procuradoria denuncia ex-diretor Zelada por corrupção e lavagem de dinheiro

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GRACILIANO ROCHA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou nesta quinta (5) acusações formais o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco pessoas pelos crimes de evasão de divisas, corrupção e lavagem de dinheiro.
Na denúncia, a Procuradoria acusa Zelada, que ocupou o cargo entre 2008 e 2012, e o ex-diretor geral da área internacional Eduardo Musa de terem recebido US$ 31 milhões (R$ 109,5 milhões pelo câmbio desta quinta) para favorecer a empresa americana Vantage Drilling em um contrato bilionário com a estatal. Parte da propina, diz a denúncia, abasteceu o PMDB - partido que controlava politicamente a diretoria internacional.
O caso envolve o afretamento por US$ 1,81 bilhão (R$ 6,41 bilhões) do navio-sonda Titanium Explorer.
Além de Zelada e Musa também foram denunciados Hamylton Pinheiro Padilha Junior, Raul Schmidt Felippe Junior, João Augusto Rezende Henriques e do executivo chinês Hsin Chi Su.
Segundo o Ministério Público Federal, Hsin e o lobista Padilha, que teve a delação premiada homologada pelo juiz Sergio Moro, teriam repassado a propina aos dirigentes da Petrobras. Raul Schimidt e Henriques teriam sido intermediários na negociação e também no repasse das propinas.
Em maio, a Folha de S.Paulo revelou que Zelada e Raul Schmidt mantinham vínculo comercial: ambos são integrantes do conselho diretor da empresa TVP Solar, baseada em Genebra (Suíça).
Documentos remetidos ao Brasil pelas autoridades de Mônaco, citadas na denúncia, mostram que Zelada manteve 11 milhões de euros (R$ 42 milhões) em conta não-declarada em um banco do principado. Zelada também teria mantido contas na Suíça, país que passou a investigá-lo formalmente por lavagem de dinheiro.
OUTRO LADO
O advogado Renato de Moraes, que defende Zelada, afirmou que a contratação do navio-sonda foi "absolutamente regular" e que isso será provado no curso do processo. Por meio de seu defensor, o ex-diretor também negou a titularidade das contas bancárias que lhe são atribuídas pela Procuradoria.
"O ex-diretor Zelada jamais recebeu vantagem indevida no período em que esteve à frente da diretoria internacional da Petrobras", disse Moraes.
Em ocasiões anteriores, Raul Schimidt negou que tenha intermediado pagamento de propinas a ex-dirigentes da Petrobras e disse que conhece Zelada desde o tempo que trabalhou na Petrobras (entre 1980 e 1997). Zelada foi convidado a integrar o conselho da TVP Solar, segundo o consultor, somente após deixar a Petrobras.
A reportagem não conseguiu ouvir os advogados de Eduardo Musa, Hamylton Padilha, João Augusto Rezende Henriques e de Hsin Chi Su.

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