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"PT não gosta de pobre, gosta do poder", diz Alckmin

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DANIELA LIMA, FLÁVIA FOREQUE E NATUZA NERY
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em duro discurso contra o PT, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, criticou o atual cenário econômico do país, mencionou as denúncias de corrupção na Petrobras e argumentou que o partido da presidente Dilma Rousseff "não gosta de pobre".
"Governar é escolher, e ficou claro que o PT não gosta dos pobres, do social. Gosta do poder, a qualquer preço. Esta é a realidade", afirmou ele, num discurso de cerca de treze minutos.
O tucano argumentou que a gestão petista resultou em prejuízos para a população, como aumento do desemprego e agravamento da saúde pública e que, agora, chegou "ao fundo do poço". "Cabe a nós a missão de não deixá-los carregar o Brasil junto com eles."
Alckmin atacou não apenas a presidente Dilma, como a gestão de seu antecessor.
"O Lula, por exemplo, quer pôr seus próprios erros nos ombros do povo. Isso tudo pra salvar sua cabeça. Mas olha, Lula, o povo brasileiro não é bobo", disse, seguido de palmas. "Criaram a doença e agora estão querendo matar o doente", emendou.
Sem mencionar a possibilidade de impeachment ou de novas eleições, Alckmin defendeu uma reforma política no país, com redução de partidos e da "promiscuidade" entre empresas e legendas. "O PT chegou tarde à economia de mercado e depois decidiu chantageá-la", afirmou, defendendo maior transparência nas estatais.
PARTIDOS DE OPOSIÇÃO
No palco, tucanos se revezavam com discursos pela saída de Dilma do comando do Executivo, mas de forma legal. "Não estamos aqui para defender golpe. Porque golpe foi o que eles praticaram contra o povo brasileiro", disse o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB).
O líder na Câmara, deputado federal Carlos Sampaio (SP) destacou a necessidade de a legenda manter-se unida, "até afastarmos legalmente esse governo que tanto mal fez e faz ao nosso país". Lideranças de partidos de oposição se aliaram ao discurso dos tucanos.
"Pela via democrática, pelo obedecimento às leis, vamos ocupar o espaço que compete à oposição. Antecipar eleições que precisam acontecer para fazer a vontade do povo do Brasil", disse o presidente do DEM, senador José Agripino (RN).

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