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Júnior Friboi é expulso do PMDB goiano por infidelidade partidária

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CARLA GUIMARÃES
GOIÂNIA, GO (FOLHAPRESS) - Por quatro votos a dois, a Comissão de Ética do PMDB de Goiás decidiu pela expulsão do empresário José Batista Júnior, o Júnior Friboi, da sigla, por infidelidade partidária. A votação ocorreu em reunião na manhã desta segunda-feira (22).
Segundo o presidente da comissão, Leon Deniz, o relator do processo pediu a expulsão e o cancelamento da filiação do empresário junto ao partido por apoiar candidato do PSDB ao governo estadual.
Júnior Friboi tentou ser candidato ao governo pelo partido, mas desistiu em meio a uma disputa interna. O escolhido foi Iris Rezende.
O voto de Deniz foi seguido pela maioria. Ele apresentou como prova "mais consistente" para embasar a decisão uma carta divulgada durante o segundo turno das eleições governamentais do ano passado.
"Eles entenderam que era uma carta de apoio [ao candidato da oposição], fazendo certas críticas ao candidato do PMDB e automaticamente apoiando o candidato Marconi [Perillo (PSDB)]". A comissão é formada por sete membros, ao todo. O presidente só vota em caso de empate.
Deniz informa que Friboi tem 15 dias para recorrer da decisão junto à Comissão de Ética Nacional do PMDB. "Por Goiás já está expulso", afirma.
O presidente da comissão diz que, na "história recente" do partido -últimos 20 anos-, foi o primeiro caso em que um ex-pré-candidato a governo do PMDB no Estado foi expulso da sigla. "É um caso isolado também, um caso único, um pré-candidato fazer uma carta logo após o primeiro turno."
A CARTA
Friboi afirmou, em carta divulgada no dia 7 de outubro de 2014, que Perillo era "o melhor candidato para Goiás" naquele momento. A carta foi divulgada durante uma coletiva por um dos membros da Executiva do PMDB de Anápolis (GO), Frederico Jayme.
No documento, Friboi dizia que seu partido enfrentava em Goiás "a pior fase de sua história, com uma votação pífia do candidato Iris Rezende no primeiro turno, a derrota de sua esposa, deputada federal Iris de Araújo, e a de tantos outros parlamentares federais e estaduais -e, pior ainda, outra derrota diante de Marconi Perillo, o melhor candidato para Goiás nesse momento, se avizinhando o segundo turno".
Mas, apesar de elogiar o adversário do candidato de seu partido, Friboi afirmava na carta que "não" abandonaria "o PMDB em hipótese alguma".
No primeiro turno das eleições, Perillo alcançou 45,86% dos votos, e o peemedebista, 28,40%. No segundo turno, o tucano foi reeleito com 57,44% dos votos válidos.
O advogado de Júnior Friboi, Felipe Melazzo, diz que vai recorrer da decisão ao Diretório Nacional. Por meio de sua assessoria de imprensa, o advogado disse que prevaleceu a "insensatez do Conselho de Ética", já que foram elencadas razões para nulidade do processo, além de as alegações serem infundadas por falta de provas.
"Tanto na representação quanto no arrolamento de testemunhas e em todo o decorrer do processo não ficou provada nenhuma das acusações apresentadas por uma única razão: meu cliente não cometeu os desvios apontados pelo representante. Prevaleceram as rixas pessoais e a ilegalidade", afirma.
O presidente do PMDB em Goiás, Samuel Belchior, também foi procurado para comentar a expulsão, mas não atendeu as ligações da reportagem.

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