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Justiça nega recurso da APP e mantém ilegalidade da greve 

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A 5ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Paraná negou na terça-feira (2), por unanimidade, o recurso da APP-Sindicato e manteve a liminar que considera a greve dos professores ilegal e estipula multa diária de R$ 40 mil. 

Durante a audiência, os cinco desembargadores já começaram a discutir a possibilidade de considerar a greve abusiva para ter sanções mais severas em caso de descumprimento. 

Em 36 dias em greve, o sindicato dos professores já deve em multas mais de R$ 1,4 milhão por desrespeitar a decisão judicial do desembargador Luiz Mateus de Lima. 

Na semana passada, como a ordem da judicial foi desobedecida, com o prosseguimento da greve, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) solicitou na Justiça o bloqueio do dinheiro da APP-Sindicato para pagamento da multa. A medida ainda será avaliada pelos desembargadores.

RICHA REJEITA ÍNDICE

O impasse continua entre o governo do Paraná e os servidores estaduais. Na terça-feira (2),  o governador Beto Richa (PSDB) rejeitou a proposta apresentada por deputados estaduais para encerrar a greve dos professores, de conceder 3,45% de reajuste em outubro e 4,56% em dezembro, zerando praticamente a inflação de 2015 ainda neste ano, como pede a categoria. 

Richa disse que a proposta do governo para o reajuste do funcionalismo continua a mesma que já foi enviada à Assembleia Legislativa: reposição parcelada da inflação de 2014, de 3,45%, no fim deste ano, e reajuste do índice de 2015, estimado pelo governo em 8,5%, em janeiro do ano que vem.

Com isso, embora tenha dito que o governo continua “aberto ao diálogo”, ele deu a entender que dificilmente adotará a nova proposta feita pelos deputados estaduais nesta semana para tentar acabar com a greve dos professores. 

Richa deu entrevista coletiva no Palácio Iguaçu depois de assinar liberação de recursos para municípios. “O que nós apresentamos já é o resultado de aprimoramento de proposta anteriores”, disse Richa, afirmando que o governo já mudou a proposta “quatro, cinco vezes” para tentar obter consenso. O governador afirmou ainda que espera a compreensão dos professores sobre “o momento de austeridade e redução de gastos” que vive o Paraná. 

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