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Assembleia paulista instala Comissão de Direitos Humanos, e Telhada falta

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GUSTAVO URIBE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No centro de uma polêmica após a indicação do deputado estadual Coronel Telhada (PSDB), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo foi instalada nesta quarta-feira (20) sem a presença do parlamentar tucano.
Em licença não-remunerada, solicitada no início de abril, o deputado estadual é titular da comissão, mas só deve retornar à Casa na semana que vem.
A ausência foi alvo de crítica do novo presidente da comissão permanente, deputado estadual Carlos Bezerra (PSDB), que foi eleito para o posto nesta quarta-feira (20).
"Hoje nós tivemos aqui uma ausência eloquente, que fala por si só", afirmou o deputado, correligionário de Telhada. "A ausência denota a importância que dão aqueles que têm essa postura a esse tipo de comissão", acrescentou.
Além do ex-comandante da Rota, tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, o deputado estadual André Soares (DEM) também não compareceu à sessão de instalação. A sua assessoria de imprensa informou que ele estava em outras reuniões na Casa Legislativa.
Segundo Carlos Bezerra, durante o seu mandato à frente da comissão permanente, não haverá espaço para tentativas de "promoção pessoal" ou de "marketing político".
"A nossa condução será respeitosa, ouvindo todas as vozes, mas não toleraremos, em hipótese alguma, qualquer tentativa de promoção pessoal que se sobreponha à defesa e à garantia dos direitos humanos", defendeu.
Em um acordo partidário, a deputada estadual Beth Sahão (PT) foi eleita vice-presidente da comissão permanente.
RACHA INTERNO
A indicação do Coronel Telhada para Direitos Humanos tem sido alvo de críticas de partidos de oposição ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) e provocou divisão até mesmo no próprio PSDB.
Na semana passada, advogados e juristas que fizeram parte de administrações tucanas, entre eles Paulo Sérgio Pinheiro e José Carlos Dias, pediram que a indicação do deputado estadual seja reconsiderada.
No sentido contrário, o líder do PSDB na Assembleia Legislativa, Carlão Pignatari, responsável pela indicação do tucano, defendeu que ele é um "defensor dos direitos humanos".
Favorável à redução da maioridade penal, Coronel Telhada se descreve como um conservador que procura seguir os mandamentos da Bíblia.

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