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Lula e Pimentel fazem 'proselitismo' com greve de professores, ataca Richa

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CATIA SEABRA E GABRIELA GUERREIRO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governador do Paraná, Beto Richa, acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, de fazer "proselitismo" com a crise que enfrenta com os professores do Estado em greve.
Apresentando uma tabela em que compara o piso salarial do professor do Paraná (R$ 3.194,71) ao de Minas (R$ 2.061,68), Richa afirmou, nesta quarta-feira (20) que Pimentel faz uso político da crise em seu Estado. E desafiou: "Ele não alcança nem de longe o piso do Paraná. Quando Pimentel atingir esse piso, pode vir discutir comigo".
Na semana passada, ao assinar acordo com trabalhadores da educação de Minas Gerais para o pagamento do piso nacional até 2017, Pimentel criticou Estados em que a categoria ainda está em greve e disse que "construiu consenso" para evitar paralisação.
Ele classificou de "espetáculos lamentáveis" a repressão a protestos da categoria em outros Estados -uma referência indireta à gestão Richa, criticada após uma ação policial deixou quase 200 feridos durante manifestação de professores.
"Ao contrário de outros Estados, onde nós estamos assistindo até espetáculos lamentáveis de agressão aos professores, em Minas nós construímos o diálogo, o consenso", disse após a cerimônia.
No Paraná, uma das reivindicações dos professores é justamente o reajuste de acordo com o piso nacional do magistério.
Atualmente, a categoria está em greve em cinco Estados, quatro deles governados pelo PSDB -São Paulo, Goiás, Pará e Paraná- e um pelo PSD, Santa Catarina. Em Minas, o sindicato dos trabalhadores de educação é filiado à CUT, braço sindical ligado ao PT, e comandou greves nas gestões dos tucanos Aécio Neves e Antonio Anastasia.
Richa disse que há "um corporativismo" no país. "É preciso impor um limite a isso". disse.
O tucano participa de reunião de governadores a convite do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
LULA
Nesta segunda (18), Lula reforçou as críticas do governador de Minas a governos tucanos.
"Cumprimento o governador Fernando Pimentel, que mesmo recebendo uma situação financeira difícil do governo anterior, conseguiu em cinco meses fazer o que não foi feito em 12 anos pelos tucanos no Estado: dialogar e respeitar os educadores mineiros", disse, por meio de nota, alfinetando as gestões dos senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB.
Em seguida, fez referência à ação policial que deixou quase 200 professores grevistas feridos no Paraná.
"Enquanto em alguns Estados os governos não dialogam com os professores, o PT e os partidos aliados em Minas Gerais mostram que é possível avançar tanto na negociação democrática quanto na valorização dos educadores", afirmou, acrescentando que "educação se constrói com diálogo, não com violência".
Também em nota, o PSDB respondeu que "ao longo de 12 anos foram cumpridos todos os compromissos com o funcionalismo público" como "pagamento em dia dos salários e a valorização das carreiras, em especial da educação".
O partido disse que Pimentel não cumpre a promessa de pagar o piso porque o aumento será "em forma de abono a ser pago em dois anos".

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