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Ministro do Trabalho nega pressão para que PDT saia de base do governo

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CLAUDIA ROLLI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), disse que não houve cobranças para que entregasse o cargo e que seu partido continua na base de apoio à presidente Dilma Rousseff, mesmo após deputados federais de seu partido terem votado contra o governo federal na votação das medidas do ajuste fiscal.
"Não sofri pressão de ninguém. Ninguém me pressionou até por que se houvesse pressão significava demissão. Não se pressiona, se demite ou se nomeia [um ministro]."
Dias participou nesta segunda-feira de debate em São Paulo com cerca de 300 empresários durante evento que discutiu emprego e terceirização no país.
"Um cargo não pertence a um partido nem pertence a um ministro. É um membro do governo, que atua como colaborador", disse.
"O partido está no governo e fica no governo até que a presidente entenda que ele possa contribuir para que as políticas públicas que foram desenvolvidas até agora melhorem ainda mais".
Questionado até quando deve permanecer no governo, o ministro ressaltou que o PDT " esta lá e continua na base de apoio do governo até enquanto o partido ou a presidente entenda que tem de ficar."
TERCEIRIZAÇÃO
Dias também destacou que é preciso aprofundar ainda mais o debate sobre a terceirização no Senado para que a lei sobre o tema seja "o mais clara possível" e deve-se gastar "o tempo que for necessário" para discutir o assunto.
"A nossa grande preocupação e do governo também é quanto à precarização do trabalho. É preciso definir atividade fim e meio. Dependendo de cada setor e área econômica pode existir uma visão, a terceirização pode ser menos ou mais grave ou menos ou mais útil dependendo da atividade", disse.
Na votação na Câmara dos Deputados, o PDT apoiou a regulamentação do tema e apresentou alguns destaques que, segundo o ministro, avançaram em relação à questão da responsabilidade das empresas que contratam terceiras -são responsáveis solidárias- e na representação sindical dos trabalhadores terceirizados.
A não regulamentação da terceirização no país, disse o ministro, causa insegurança jurídica para empregadores e trabalhadores e por isso o tema precisa ser regulado.
"Tem de ter uma lei bem feita, clara, para impedir que se judicialize a questão. Não se pode permitir uma avalanche de ações trabalhistas nos tribunais que já estão cheios de trabalho para realizar", afirmou Dias.
Sobre a situação econômica no país, o ministro destacou que existe uma "crise de negativismo".
"Foram gerados cerca de 22 milhões de empregos [desde o governo Lula] e agora que país perdeu 200 mil vagas estamos no fim do mundo", disse.

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Edhucca

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