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Ex-deputados são denunciados por corrupção na Lava Jato

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ESTELITA HASS CARAZZAI E FLÁVIO FERREIRA, ENVIADO ESPECIAL
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Pela primeira vez na Operação Lava Jato, quatro políticos passaram a responder à acusação de terem desviado dinheiro público da Petrobras.
Os ex-deputados André Vargas (ex-PT-PR, sem partido), Luiz Argôlo (SD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE), além de sua filha, a também ex-deputada Aline Corrêa (PP-SP), foram denunciados à Justiça nesta quinta-feira (14), pelo Ministério Público Federal no Paraná.
Eles são acusados de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e peculato.
Além deles, outras nove pessoas também foram denunciadas por participação nos crimes -entre elas o doleiro Alberto Youssef, seu funcionário Rafael Ângulo, o publicitário Ricardo Hoffmann e o irmão de Vargas, Leon Vargas.
A Justiça ainda precisa acolher ou não a denúncia do Ministério Público. Só depois disso é que eles podem ser considerados réus.
Sem mandato, os três ex-deputados estão presos preventivamente na Polícia Federal em Curitiba há pouco mais de um mês, onde dividem uma cela. Todos negam que tenham cometido crimes.
HISTÓRICO
Vargas, ex-vice-presidente da Câmara, era uma força em ascensão no PT. Foi cassado no final do ano passado, depois de vir à tona seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, que distribuía propinas da Petrobras a partidos políticos.
O ex-petista, que chegou a viajar de férias num avião emprestado por Youssef, foi cassado por intermediar negócios do doleiro com o Ministério da Saúde.
Corrêa, ex-presidente do PP, já foi condenado no processo do mensalão e cumpria pena em regime semiaberto em Pernambuco quando foi transferido para Curitiba.
Cassado pela Câmara em 2006, o ex-deputado teve movimentação financeira incompatível com seus rendimentos mesmo após deixar o parlamento, segundo os procuradores.
O Ministério Público Federal afirma que Corrêa pediu dinheiro emprestado a Youssef por e-mail e o visitou ao menos 23 vezes entre 2011 e 2013 -portanto, após ter perdido o mandato.
Argôlo, que tem 34 anos e era considerado uma promessa na política baiana, é acusado de envolvimento com Youssef, principal delator da Lava Jato.
O Ministério Público Federal diz que helicóptero, máquinas, cadeiras de rodas e até boletos de IPTU do ex-deputado foram pagos por Youssef e que ele usou até os pais como laranjas para receber dinheiro de propina da Petrobras.
O baiano era do PP, partido para o qual Youssef operava, mas se desfiliou em 2013 e migrou para o Solidariedade.




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