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Líder do governo evita falar sobre veto a mudança em aposentadoria

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MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse nesta quinta-feira (14) que "não é o caso" de se falar sobre um possível veto da presidente Dilma Rousseff à emenda aprovada pela Câmara nesta quarta (13), que muda o fator previdenciário.
"Não é o caso de falar de veto, vamos apostar no fórum nacional", disse Guimarães ao sair da reunião com ministros da área econômica, líderes da base aliada e o vice-presidente Michel Temer.
O fórum a que Guimarães se refere foi criado por decreto pela presidente Dilma e tem prazo de 180 dias para apresentar sugestões ao Congresso sobre o tema.
Dilma ainda não instalou a comissão, mas pedirá que sua equipe acelere o processo junto às centrais sindicais para criar alternativas e garantir que um possível veto seu à flexibilização do fator previdenciário não seja derrubado pelo Legislativo.
Questionado sobre o tamanho do rombo que a aprovação da emenda que relaxa a regra da aposentadoria traria para o governo, o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, que também estava na reunião, disse que "não há rombo nenhum".
SEM EMENDAS
Temer, articulador político do governo, pediu aos partidos da base que retirem todas emendas que não mudam o texto da MP 664, que restringe benefícios previdenciários, para que a medida seja votada na Câmara sem novas modificações.
"Não podemos aprovar nenhuma emenda que impacte ainda mais a previdência. Nós retiraremos os destaques que não mudam o texto", disse Guimarães (PT-CE).
Entre as principais preocupações do governo para a votação desta quinta (14), está uma emenda proposta pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) que amplia em 25% o valor da aposentadoria por invalidez de quem precisa de assistência permanente de outra pessoa.
Pela emenda, os aposentados por idade ou tempo de contribuição que ficarem inválidos posteriormente também teriam direito ao ajuste. "Isso vai quebrar o governo", disse um interlocutor do Palácio do Planalto.
Na votação desta quarta-feira (13), o governo saiu vitorioso na aprovação de regras que endurecem as pensões por morte, mas perdeu nas que mudam o fator previdenciário e o benefício do auxílio doença.
O vice-presidente já marcou uma reunião na noite de segunda-feira (18), no Palácio do Jaburu, para fazer uma balanço das votações. Na próxima semana, o governo deve colocar para votar a desoneração da folha e, assim, encerrar a votação do pacote do ajuste fiscal.




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