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Política

Governo busca apoio de nanicos para evitar mais derrotas na Câmara

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MARINA DIAS E SOFIA FERNANDES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um dia após sofrer derrotas na Câmara durante a votação da MP 664, que restringe benefícios previdenciários, o Palácio do Planalto deflagrou uma operação de emergência com partidos nanicos para evitar novas surpresas na votação desta quinta-feira (14).
O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o vice-presidente Michel Temer, articulador político do governo Dilma Rousseff, reuniram-se com deputados do PSDC, PTN, PTC, PSL, PMN, PT do B, PRTB e PRP e pediram apoio durante a votação das emendas que irão ao plenário da Câmara.
Em contrapartida, ouviram que os deputados esperam indicações do governo para cargos pelo menos do terceiro escalão. A ideia do Planalto é que os partidos se integrem de forma permanente à base aliada, que tem tido muitas dissidências, inclusive no PT, PMDB e PP.
Na votação desta quarta-feira (13), o governo saiu vitorioso na aprovação de regras que endurecem as pensões por morte, mas perdeu nas que mudam o fator previdenciário e o benefício do auxílio-doença, esta apenas por nove votos.
Entre as principais preocupações do governo para a votação desta quinta (14), está uma emenda proposta pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) que amplia em 25% o valor da aposentadoria por invalidez de quem precisa de assistência permanente de outra pessoa.
Pela emenda, os aposentados por idade ou tempo de contribuição que ficarem inválidos posteriormente também teriam direito ao ajuste. "Isso vai quebrar o governo", disse um interlocutor do Palácio do Planalto.
REUNIÃO DE LÍDERES
Temer preferiu convocar -também de última hora- uma reunião com ministros da área econômica e líderes da base para discutir a votação desta quinta.
Além de Mercadante, foram chamados o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, além dos líderes dos partidos da base, como PT, PMDB, PRB, PR, Pros, PC do B, PP, PHS e PDT, este que votou contra o governo em todas as votações do ajuste.
Berzoini e Padilha são os responsáveis pelo mapeamento de cargos no segundo e terceiro escalão que serão distribuídos entre os aliados, que reclamam da demora nas nomeações.

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