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Cerveró e Mario Goes permanecem calados na CPI da Petrobras

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ESTELITA HASS CARAZZAI E LUCAS LARANJEIRA
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o empresário Mario Goes, ambos investigados na Operação Lava Jato, optaram por permanecer em silêncio durante depoimento à CPI da Petrobras nesta segunda-feira (11), em Curitiba.
Os deputados foram à capital paranaense, sede das investigações que apuram desvios de recursos públicos em obras da Petrobras, para fazer oitivas dos suspeitos que estão presos na cidade.
Tanto Cerveró quanto Goes, presos preventivamente, disseram estar amparados pelas garantias constitucionais e pela presunção de inocência, e que não iriam falar até verem restabelecidos seus direitos constitucionais.
"A minha prisão está violando meu direitos de responder em liberdade", disse Cerveró, que chamou a decisão de mantê-lo preso de "absurda" e "inconstitucional".
O ex-diretor é acusado de ser beneficiário do esquema de desvios na Petrobras. Goes, por sua vez, é investigado sob suspeita de ser um operador do esquema. Ambos já foram denunciados à Justiça sob acusação de lavagem de dinheiro.
BATE-BOCA
A opção de Mario Goes em ficar calado gerou um desentendimento entre os deputados e o presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB).
No intuito de dar andamento à sessão, que planeja ouvir 13 pessoas em Curitiba em dois dias, numa agenda apertada, Motta estava disposto em liberar o depoente, mas a maioria dos deputados não gostou da ideia.
Os deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Ivan Valente (PSOL-SP) e Eliziane Gama (PPS-MA) protestaram e se mostraram insatisfeitos com a vontade de adiantar os trabalhos. O presidente da CPI, por outro lado, falou que não adiantava fazer perguntas que não teriam respostas apenas "para aparecerem por um minuto na televisão".
Vencido, o presidente deixou que os deputados fizessem as perguntas, ainda que nenhuma tenha tido resposta.
O mesmo aconteceu no depoimento de Cerveró.
YOUSSEF
O doleiro Alberto Youssef, que também prestou depoimento, voltou a afirmar que o Palácio do Planalto sabia do esquema de desvios de recursos em obras da estatal. "No meu entendimento, eles tinham conhecimento do que acontecia", disse. "[O esquema] Servia ao interesse do partido [PT], e automaticamente dos partidos da base."
O doleiro admitiu, durante quase quatro horas de depoimento, que não tem provas sobre o que ocorreu, mas enumerou episódios que, para ele, demonstram o conhecimento do Planalto. "A opinião é minha. É o meu sentimento. Agora, prova, não tenho", declarou.

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