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Assembleia cancela evento que iria homenagear secretário de Richa

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Para evitar protestos, a Assembleia Legislativa do Paraná cancelou, poucas horas antes do início do evento, uma sessão solene em homenagem aos trabalhadores e ao dia do sindicalista, celebrado no Estado em 10 de maio.
Na lista dos homenageados, entre os 483 nomes estavam o secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, e o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel César Vinícius Kogut, que acaba de pedir demissão. Os dois são apontados como os responsáveis pela operação policial que deixou quase 200 feridos durante uma manifestação contra o governo Beto Richa (PSDB). 

Os organizadores do evento afirmam que o cancelamento foi motivado pelas especulações de que o próprio Richa também seria homenageado. "O governador não está nessa lista. Ela será divulgada somente amanhã [sexta], no dia seguinte do que seria a homenagem como fazemos todos os anos. Mas esse burburinho gerou murmúrios de que pudesse haver manifestações contra e por isso recuamos", afirmou Walter Cesar, presidente da Fundação Força Trabalhista do Paraná. 

É a primeira vez em 21 anos que o evento não será realizado.
A sessão solene, prevista para as 18h30 desta quinta-feira a pedido do deputado estadual Márcio Nunes (PSC), foi cancelada pela manhã. "Poderia haver algum constrangimento não para um ou outro homenageado, mas para todos, visto que houve uma invasão da Assembleia há algum tempo", reforçou o deputado. 

Ele afirma que vai solicitar uma nova data à Assembleia para que o evento seja realizado, caso a fundação queira manter a homenagem. 


HISTÓRICO 

A operação policial foi realizada para impedir a invasão da Assembleia Legislativa, onde se votava uma mudança na previdência dos servidores públicos.
Milhares protestavam do lado de fora. Após uma tentativa de furar o bloqueio policial, bombas de gás e balas de borracha foram lançadas contra os manifestantes durante quase duas horas. Cerca de 160 pessoas, a maioria professores, ficaram feridas. 

A proposta de mudança na previdência, criticada pelos servidores por diminuir a expectativa de vida do fundo previdenciário, foi aprovada pelos deputados naquela noite, enquanto o confronto acontecia do lado de fora.
Em fevereiro, servidores chegaram a invadir a Assembleia durante um protesto.

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