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Partidos ficam divididos na votação do ajuste fiscal

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PAULO MUZZOLON
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Câmara aprovou nesta quarta-feira (6) o texto principal do primeiro item do pacote de ajuste fiscal.
A medida provisória 665 traz como principal medida o aumento do tempo de trabalho para que a pessoa requeira pela primeira vez o seguro-desemprego: de seis para 12 meses -o governo queria originalmente 18 meses, mas foi obrigado a recuar.
A votação foi apertada -252 votos a 227- e nem todos os deputados da base votaram a favor da medida. Dos 64 deputados do PT, por exemplo, 54 acompanharam a orientação do partido e votaram "sim". Nove deles não compareceram à sessão. Weliton Prado (MG) foi o único a votar contra o projeto.
Ao todo, houve 32 ausências e uma abstenção. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não vota porque é o presidente da Câmara.
No PMDB, que pressionou o Partido dos Trabalhadores a fechar posição em favor da medida, 75% dos deputados acompanharam o governo; 19% foram contra. Houve três ausências no partido.
No PR e no PSD, o placar foi semelhante: 79% e 76% a favor, respectivamente. Ainda na base, alguns partidos ficaram bem divididos traçado pelo governo Dilma Rousseff. No PRB só 55% aprovaram a medida, seguido por PP (52%) e PTB (48%).
"Houve insatisfação com o governo, claro, mas defendíamos o adiamento da votação, a bancada não estava pronta para votar", afirmou o líder do PP, Eduardo da Fonte (PE).
O PDT, que tem o ministro do Trabalho, Manoel Dias, foi voto contrário: todos os seus 19 deputados votaram contra a mudança.
OPOSIÇÃO
Na oposição, PSDB e PPS também votaram em conjunto contra a MP, mas os tucanos registraram duas abstenções.
O DEM deu 8 de seus 22 votos para o governo, apesar da comandar uma ferrenha oposição ao projeto. O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) -ex-presidente do partido e crítico contumaz dos mais de 12 anos da gestão do PT no Palácio do Planalto- afirmou que votou a favor do ajuste de Dilma porque o país, em sua visão, iria imediatamente para o buraco caso a medida fosse rejeitada pela Câmara.
O SDD, de Paulinho da Força (SP), teve um voto a favor da medida, e no PSB 22% dos deputados votaram a favor do governo, contrariando a indicação do partido.




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