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Em nota, PSDB se solidariza com manifestantes

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SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Principal partido de oposição, o PSDB divulgou nota no início da tarde deste domingo (12) em solidariedade aos manifestantes que foram às ruas protestar, pela segunda vez no ano, contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).
Na nota, o partido se declara ao lado do povo que "legitimamente, manifesta seu repúdio e indignação contra à corrupção sistêmica que envergonha o país e cobra saídas para o agravamento da crise econômica".
"Além da crise ética e moral, o governo do PT impõe à sociedade a pior equação: recessão com inflação alta, juros altos e corte de investimentos nas áreas essenciais da educação e saúde", diz texto.
O partido diz ainda que, passados os cem primeiros dias do governo Dilma, os brasileiros sofrem os efeitos da crise econômica.
"A presidente da República permanece imobilizada e tentando terceirizar responsabilidades intransferíveis. Neste domingo de mobilizações pelo país, o PSDB se une aos milhares de brasileiros que amam o Brasil e que, por isso, dizem não ao governo responsável pelo caminho tortuoso que, neste momento, todos trilhamos", afirma a nota.
Políticos do PSDB não foram vistos nas manifestações deste domingo.
'IMPEACHMENT É BALELA'
Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) saiu em defesa do governo e atribuiu o queda do número de manifestantes na rua neste domingo ao aumento da percepção de que a defesa do impeachment contra Dilma "é uma balela".
"A história de impeachment foi criada pela oposição, mas a população começou a perceber de que se trata de um engodo, uma balela, e que não há motivo para isso", analisou Humberto Costa.
Pesquisa do Datafolha publicada neste sábado revelou que 63% dos brasileiros defendem a abertura do processo de impeachment contra Dilma, considerando tudo o que se sabe até agora a respeito dos escândalos de corrupção na Petrobras.
Para o líder petista, o governo vem se movimentando para dar respostas às insatisfações, o que, segundo ele, também contribuiu para a reduzir a dimensão dos protestos.
Costa reconhece, porém, que o descontentamento ainda alcança patamares relevantes.
"Não podemos entender que a redução do número de pessoas nas ruas significa que não haja insatisfação. As pessoas estão vendo que o governo está se mexendo e estão na expectativa do que vai acontecer", analisou Costa.
Ele citou como exemplos de reação o pacote anticorrupção, lançado pelo governo em março, e as mudanças no comando da Petrobras.

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