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Juiz Moro pede nova prisão de lobista por suspeita de barrar CPI em 2009

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CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Como argumento para decretar nova ordem de prisão preventiva contra o lobista Fernando Baiano, o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos ligados à Operação Lava Jato, citou em despacho a suspeita de que o acusado intermediou propinas para barrar uma CPI sobre a Petrobras no Congresso em 2009.
Em documento expedido nesta quarta-feira (25), Moro afirmou que Fernando Baiano foi apontado como "encarregado de pagar parlamentares para obstruir o regular funcionamento da CPI".
Depoimento do doleiro Alberto Youssef prestado em novembro diz que o lobista usou recursos da empreiteira Queiroz Galvão para pagar congressistas, como o então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e impedir que a comissão de inquérito fosse aberta. Guerra morreu em 2014.
"No contexto de prática habitual e profissional dos crimes, inclusive com lavagem de dinheiro utilizando contas secretas no exterior, a prisão preventiva se impõe", escreveu o juiz.
Réu em dois processos, Fernando Baiano nega as acusações. O advogado dele, David de Azevedo, diz que os depoimentos de delação têm muitas inconsistências. "Construiu-se a figura dele como um 'operador do PMDB', que a imprensa repercute", diz.
O PSDB também nega que o então presidente do partido tenha participado de qualquer iniciativa para barrar a CPI.

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