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Propagandas do PSDB reforçam tese de estelionato eleitoral; assista

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DANIELA LIMA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Utilizando os mesmos atores que apareceram em toda a campanha presidencial, o PSDB exibe a partir deste sábado (7) propagandas nas quais reforça a mensagem de que Dilma Rousseff (PT) se valeu do estelionato eleitoral para permanecer no Palácio do Planalto.
As peças dirão que a presidente prometeu durante a eleição não aumentar juros nem alterar direitos trabalhistas, mas o fez logo que iniciou o mandato. As propagandas também exploram o aumento da conta de luz, cuja redução no primeiro mandato foi uma das plataformas de Dilma.
Nenhum político aparecerá nos comerciais, mas trechos de discursos da presidente durante a campanha serão usados para reforçar a ideia de que Dilma mentiu.
"Nada pior do que uma pessoa falar uma coisa e fazer outra, principalmente se essa pessoa for a presidente da República", diz uma atriz no início de uma das peças. "A presidente disse que não ia aumentar impostos. Aumentou. Disse que não ia aumentar os juros e que não ia mexer na conta de luz. Aumentou. Disse que não ia mexer nos direitos do trabalhador. Mexeu. A presidente disse que ia fazer uma coisa e fez outra", conclui o texto.
A outra propaganda é focada na mudança nos direitos trabalhistas e previdenciários. Um ator mostra um trecho de um discurso de Dilma em um tablet. A presidente aparece falando que não queria ser reeleita "para arrochar salário, desempregar e tirar direito do trabalhador". Logo depois, ele diz que "depois da eleição o governo do PT já anunciou mudança no seguro desemprego, no abono salarial e no auxílio-doença, prejudicando a vida de milhões de trabalhadores".
As peças foram produzidas por parte da equipe que trabalhou na campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG), adversário da petista nas últimas eleições. O marqueteiro de Aécio, Paulo Vasconcelos, não atuou na produção dos comerciais, mas integrantes de sua equipe, sim.
A irmã de Aécio, Andréa Neves, supervisionou as filmagens e textos. A redação é de um escritor de Minas, Tonico Mercador, que trabalhou com Aécio e alguns de seus aliados no ano passado.
A cúpula do partido decidiu que seria melhor não dar espaço a políticos, especialmente Aécio, para tirar dos petistas o discurso de que as publicidades são mais uma peça no esforço de promover um "terceiro turno" da campanha.
As peças são encerradas com o mote "o Brasil merece a verdade" e o símbolo do partido.

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