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Oposição cobra investigação de propina que teria sido recebida pelo PT

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GABRIELA GUERREIRO
BRASÍLIA, DF - A oposição classificou nesta quinta-feira (5) de "estarrecedoras" as informações reveladas por Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da Petrobras, que estima em até US$ 200 milhões o valor supostamente recebido pelo PT em propina retirada de contratos da estatal. Ao afirmarem que o "petrolão" é um dos maiores escândalos de corrupção já encontrados no mundo, líderes oposicionistas cobraram a investigação das denúncias.
Presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) disse que os responsáveis pelos desvios na Petrobras têm que ser punidos. "É preciso que saibamos, de forma muito clara, quem foram os responsáveis por estes desvios, quem foram aqueles responsáveis por suas indicações e, em especial, quem foram os beneficiários desse esquema", afirmou.
Em depoimento concedido em acordo de delação premiada, Barusco Filho estimou que o PT tenha recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013 de propina retirada dos 90 maiores contratos da Petrobras, como o da refinaria Abreu e Lima, em construção em Pernambuco.
Barusco afirmou que o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, teve "participação" no recebimento desse suborno.
O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), ironizou a revelação feita por Barusco. "O PT, de tanto lavar dinheiro, está faltando água no Brasil. A crise é grave. Depois da eleição, foi revelado um dos maiores escândalos de corrupção do mundo", disse o tucano.
Para o presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), as denúncias são "gravíssimas", uma vez que envolvem o partido da presidente da República. "Um ex-gerente da Petrobras dizendo que foram desviados milhões de dólares e que o endereço era o PT, o partido que elegeu a presidente da República? Por isso que se diz que esse caso do petrolão é o maior caso de corrupção já investigado no mundo todo."
IMPEACHMENT
Apesar das críticas ao PT, os oposicionistas foram cautelosos ao falarem sobre um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Agripino disse que ainda não há "todas as condições" para que o pedido de afastamento da presidente seja apresentado ao Congresso.
"Você evolui para um pedido de impeachment na hora em que existem condições jurídicas, legais e políticas para isso. Essas condições estão se avolumando, mas ainda não se completaram", disse.
Cunha Lima afirmou ser necessário aguardar o "desdobramentos das investigações" antes da oposição defender publicamente o impeachment da presidente.

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