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Oposição tem 19 assinaturas para instalar CPI da Petrobras no Senado

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BRASÍLIA, DF - Depois de conseguir criar nesta quinta (5) uma CPI na Câmara para a investigar as denúncias de corrupção na Petrobras, a oposição recolhe assinaturas para instalar outra comissão de inquérito da estatal composta por deputados e senadores.
O PSDB já reuniu 19 das 27 assinaturas necessárias para que a nova CPI seja criada, mas promete alcançar o apoio de pelo menos 28 senadores até a semana que vem -quando pretende apresentar o pedido.
A estratégia dos oposicionistas é tentar viabilizar o maior número possível de CPIs para desgastar o governo federal.
O PSDB ainda não decidiu se vai insistir para que as duas CPIs da Petrobras sejam, de fato, instaladas. Mas luta para criar a nova comissão como forma de mostrar ao Planalto a insatisfação de parte do Congresso com a condução da crise na estatal.
"O importante é termos as assinaturas para a nova CPI. Aí, faremos a avaliação se é pertinente ter apenas uma ou duas", afirmou o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB).
Além de senadores do DEM, PSDB e PPS, o pedido de criação de CPI mista da Petrobras tem o apoio de "dissidentes" da base governista e de senadores "independentes".
Adversário de Renan na disputa pela presidência do Senado, Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) assinou o pedido de CPI mista. O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) também prometeu aderir à comissão de inquérito, assim como a bancada de seis senadores do PSB -que romperam o apoio ao governo federal no ano passado.
Cunha Lima disse que busca pelo menos outros senadores governistas que estariam dispostos a apoiar a CPI mista, mesmo sem o aval do Planalto. "Isso pode nos levar a alcançarmos 32 assinaturas, uma margem confortável para que a CPI mista seja instalada", disse o líder do PSDB.


CÂMARA
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), assinou nesta quinta-feira (5) o ato de criação de uma nova CPI na casa para investigar as irregularidades na Petrobras.
O próximo passo será a indicação dos membros pelos partidos, seguida pelo agendamento da sessão de instalação da comissão.
A CPI terá 27 integrantes e será dominada pela base governista, que vive um momento delicado com o Palácio do Planalto, após ter imposto uma derrota histórica ao governo com a eleição de Cunha.
O governo é contrário a uma nova apuração sobre irregularidades na estatal, pois acredita que isso poderia ampliar o desgaste da empresa e do Planalto, além de ainda servir de palco para a oposição.

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