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CPIs perderam protagonismo, avalia ministro Pepe Vargas

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BRASÍLIA, DF - Responsável pela articulação política entre o governo e o Congresso, o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) afirmou nesta quinta-feira (5) que a recriação de novas CPIs para investigar corrupção na Petrobras não têm mais o mesmo protagonismo que tinham no passado e, por isso, podem ser irrelevantes na apuração das denúncias.

Na avaliação do ministro, os órgãos públicos de investigação, como a Polícia Federal e o Ministério Público, têm conseguido "fazer um combate efetivo à corrupção e aos crimes contra a administração pública", o que não acontece com as CPIs.

"O que eu sempre disse é que as CPIs, em função desse novo protagonismo dos órgãos que combatem a corrupção, as CPIs perderam o protagonismo que tinham no passado. Até porque as regras agora são diferentes. Uma pessoa pode chegar lá e pode ficar calada e não acontece nada", explicou Vargas.

Na manhã desta quinta, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) assinou o ato de criação de uma nova CPI na casa para investigar as irregularidades na Petrobras.

Apesar dos esforços do governo para barrar a criação de comissões de investigações contra a Petrobras, 52 deputados da base governista viabilizaram o pedido para a criação da CPI. Ao todo, 182 deputados assinaram o requerimento. Para a comissão ser viabilizada, eram exigidas ao menos 171 assinaturas.
Questionado sobre o apoio de deputados da base do governo, Vargas afirmou que "isso é uma prerrogativa e um direito de cada parlamentar".

"Os partidos vão fazer suas indicações e as CPIs serão instaladas e o governo vai contribuir com o que for necessário para a CPI, sem problema nenhum", disse o ministro.

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