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Tesoureiro do PT é levado para depor em nova fase da Operação Lava Jato

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GABRIEL MASCARENHAS E FLÁVIO FERREIRA
SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF - A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (5) mais uma etapa da Operação Lava Jato. Os agentes estão cumprindo 62 mandados -um de prisão preventiva, no Rio, três de temporária, em Santa Catarina, 18 conduções coercitivas e 40 de busca e apreensão.
A ação está ocorrendo ao mesmo tempo nos Estados de São Paulo, Rio, Bahia e Santa Catarina.
A reportagem apurou que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que mora em São Paulo, é um dos alvos dos mandados de condução coercitiva -quando a pessoa é levada até a delegacia para prestar depoimento. Ele foi levado pela PF na manhã desta quarta.
Outras seis ações de busca e apreensão estão sendo cumpridas no Estado de São Paulo.
Esta fase da operação foi batizada de "My Way", a forma como Pedro Barusco, ex-gerente-executivo da Petrobras, chamava Renato Duque, ex-diretor de Serviços e Engenharia da estatal.
Com início em um posto de gasolina -de onde surgiu seu nome-, a Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014 investiga um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras do país e políticos.
Uma das primeiras prisões foi a do doleiro Alberto Youssef, 47. Criado em Londrina, foi vendedor de pastel e contrabandista de eletrônicos do Paraguai antes de aprender o ofício de doleiro. Foi preso nove vezes. Uma delas, pela participação no chamado caso Banestado, maior escândalo já investigado no Brasil sobre remessas ilegais de dinheiro.
Três dias depois, houve a prisão de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras. Costa era investigado pelo Ministério Público Federal por supostas irregularidades na compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006. Ele passou a ser investigado pela PF após ganhar, em março de 2013, um carro de luxo de Youssef.
Tanto Costa quanto Youssef assinaram com o Ministério Público acordos de delação premiada para explicar detalhes do esquema e receber, em contrapartida, alívio das penas.
Em seu depoimento, o ex-diretor da Petrobras afirmou que havia um esquema de pagamento de propina em obras da estatal, e que o dinheiro abastecia o caixa de partidos como PT, PMDB e PP.
No final de outubro, Julio Camargo, da empresa Toyo Setal, fechou acordo de delação premiada com procuradores. É o primeiro executivo a fazê-lo. Uma semana depois, outro executivo da empresa, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, também assinou uma delação.
No dia 14 de novembro, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Lava Jato, que envolveu buscas em grandes empreiteiras como a Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, além de outras sete companhias.
As empresas envolvidas têm contratos de R$ 59 bilhões com a Petrobras.
As denúncias oferecidas pelo Ministério Público Federal foram acatadas e a Justiça Federal tornou réus 39 pessoas.
O juiz federal do Paraná Sérgio Moro é responsável pelas ações penais decorrentes da Lava Jato nos casos que não envolvem políticos -que possuem foro privilegiado e, por isso, são investigados pelo Supremo Tribunal Federal. O magistrado é referência no julgamento de crimes financeiros.




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