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Política

Após derrota na Câmara, petistas discutem nas redes sociais

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BRASÍLIA, DF - A tensão no PT após a derrota para o PMDB na disputa pela presidência da Câmara provocou até bate-boca nas redes sociais.
O episódio foi protagonizado, no Twitter, pelos ex-deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Fernando Ferro (PT-PE) que discutiram sobre o que levou à vitória do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para o comando da Casa.
O governo e o PT sofreram uma derrota amarga na eleição da Câmara. O peemedebista Eduardo Cunha (RJ), desafeto de Dilma, conseguiu vencer no primeiro turno. Enquanto isso, o candidato do PT, Arlindo Chinaglia, teve desempenho abaixo do esperado, com menos votos do que calculava sua chapa --chegou ao ponto de ficar perto do "azarão" Júlio Delgado (PSB-MG), terceiro colocado na disputa.
Com a derrota, os petistas ficaram sem representantes nos outros dez cargos da Mesa Diretora e sem direito a escolher as três principais comissões.
A última vez em que o PT ficou sem cadeira na Mesa foi no biênio 2005-2007.
A nova ausência foi motivada pela estratégia para atrair aliados para a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP), loteando os cargos de direção. A sigla entregou as três vagas do bloco de apoio ao petista para PSD, PR e Pros.
Em uma mensagem, Vaccarezza disse que a articulação política do governo prejudicou o PT. "O PT fica fora da mesa e das principais comissões por incompetência da articulação política do governo e do próprio PT na Câmara", afirmou.
Fernando Ferro reagiu e disse que Vaccarezza parecia estar feliz. "Calma Vaccarezza, pareces não esconder um certo contentamento?", questionou.
Vaccarezza respondeu. "Calma. Você me conhece, não me falte com respeito. Não fica bem para a nossa história", disse.
O correligionário cobrou que o tema fosse discutido internamente. "Conheço Vaccarezza, porém essa visão pode e deve ser levada num DN [Diretório Nacional], que ocorrerá nestes dias, onde infelizmente não posso ir."
AVALIAÇÃO
A derrota histórica provocou um mal-estar entre petistas. Ao longo do dia, deputados tentaram afinar o discurso e encontrar uma justificativa. Ficou acertado que o discurso oficial será de que o partido lutou e que prevaleceu a independência do Parlamento.
Agora, os petistas travam um embate em torno da indicação para a liderança. O deputado Sibá Machado (AC) é cotado, mas outras alas da bancada, como a paulista, reivindicam a vaga. Na quarta (4), os petistas se reúnem com o presidente do PT, Rui Falcão, para fazer uma avaliação do cenário. A ordem do Planalto é recuperar pontes para a bancada não ficar isolada.

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