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Apesar de pressão do governo, PP adere a candidatura de Eduardo Cunha

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RANIER BRAGON E MÁRCIO FALCÃO
BRASÍLIA, SP - Apesar da pressão do governo federal e de comandar o ministério da Integração Nacional, a bancada de deputados federais do PP decidiu, no início da noite deste sábado (31), apoiar a candidatura de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara.
A definição ocorreu após votação secreta na bancada do partido, que possui 39 deputados federais. Não foi divulgado o placar.
O ministro Gilberto Occhi (Integração Nacional), que é do partido, chegou a ser escalado pelo Palácio do Planalto para tentar conter a adesão a Cunha, mas a operação não deu certo.
Com isso, o peemedebista conta com o apoio agora de sete grandes e médias legendas, totalizando 200 das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados. Arlindo Chinaglia (PT-SP), o candidato do governo, tem o apoio de siglas que somam 179 votos. Ele também recebeu um apoio neste sábado, o do PR.
A eleição para a presidência da Câmara, porém, é secreta, o que abre margem para as traições. Elas são esperadas em grande número pelos dois lados.
A votação está marcada para começar por volta das 18h deste domingo (1). Corre por fora na disputa o oposicionista Júlio Delgado (PSB-MG). Chico Alencar (RJ), do nanico esquerdista PSOL, também lançou seu nome.

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Edhucca

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