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PSB assume cargos no governo petista da Bahia

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JOÃO PEDRO PITOMBO
SALVADOR, BA - Cerca de um ano depois de ter rompido com o então governador Jaques Wagner (PT) para ter candidatura própria ao governo da Bahia, o PSB voltará à base aliada e vai assumir cargos na gestão do governador Rui Costa (PT).
O partido fechou acordo nesta sexta-feira (23) com o governador e vai assumir dois cargos do segundo escalão: a Junta Comercial da Bahia e a superintendência de Defesa Civil. Os nomes para os cargos não foram definidos.
A decisão vai no sentido contrário ao do diretório nacional do partido, que em novembro passado decidiu ficar numa posição de independência junto ao governo Dilma Rousseff (PT).
Na época, uma resolução do partido proibiu seus filiados de assumir cargos no governo federal. O documento, contudo, deixou em aberto a possibilidade de participação em governos do PT nos Estados.
A presidente do PSB na Bahia, senadora Lídice da Mata (PSB), diz que o retorno à base aliada foi um "movimento natural" do partido, histórico aliado do PT na Bahia.
"Foi uma decisão ideológica. Votamos em Dilma [Rousseff] no segundo turno e oferecemos este apoio sem pedir nada em troca", disse a senadora, que ficou em terceiro lugar na disputa pelo governo baiano com 6,6% dos votos.
Na campanha eleitoral, a senadora criticou o "marasmo" do governo petista e chegou a chamar o hoje governador Rui Costa de "inimigo número um do funcionalismo público".
Hoje, a senadora vê as críticas da época como um fator que ajuda a "dinamizar" o terceiro ciclo do PT frente ao governo baiano.
A partir de fevereiro, o PSB vai engrossar a base do governador na Assembleia Legislativa da Bahia, que deve chegar a 47 dos 63 deputados --sendo dois do PSB.
ORÇAMENTO
Durante sete anos da gestão Jaques Wagner, o PSB ocupou a secretaria de Turismo e a Bahiatursa, empresa do mesmo setor. Em 2013 --último ano do PSB no governo baiano-- o orçamento dos dois órgãos foi de R$ 196 milhões.
Neste ano, o partido comandará um orçamento de R$ 16,8 milhões na Junta Comercial e R$ 1,4 milhão para a superintendência de Defesa Civil --mais de dez vezes menos do que controlou em 2013.
A senadora Lídice da Mata admite que o espaço no governo é "pequeno" e "pouco expressivo". Mas alega que o PSB não quis entrar numa disputa por cargos com outros partidos.
Um ato na próxima segunda-feira (26) marcará a volta do PSB à base do governo petista na Bahia.

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