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Advogado de Youssef isenta Anastasia e Cunha e diz que há 'interesse em tumultuar'

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SEVERINO MOTTA
BRASÍLIA, DF - O advogado do doleiro Alberto Youssef, Antônio Figueiredo Basto, disse nesta segunda-feira (12) que seu cliente não tem "negócios" com o senador eleito Antonio Anastasia (PSDB-MG) e nem com o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), que é candidato à presidência da Câmara.
De acordo com ele, estão acontecendo vazamentos "frutos de interesses políticos para tumultuar investigações", por isso, ele irá protocolar na Justiça uma petição dizendo que Youssef não determinou remessas de dinheiro para os dois.
"Meu cliente não tem negócios com Anastasia e nem com Eduardo Cunha. Meu cliente mandou dinheiro para Belo Horizonte, mas não mandou entregar para Anastasia (...) Fazemos uma colaboração correta, evitamos atribuir fatos a terceiros. Qualquer envolvimento de políticos agora é precipitado e perigoso", disse Basto.
A Folha de S.Paulo revelou na semana passada que o entregador de dinheiro de Youssef, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, disse em depoimento que entregou R$ 1 milhão a uma pessoa que reconheceu como sendo o "candidato que ganhou a eleição em Minas Gerais" em 2010, Anastasia.
No mesmo depoimento, o policial citou o nome de Eduardo Cunha, dizendo que Youssef teria lhe mandado entregar dinheiro numa casa que seria do deputado. Tanto Anastasia quanto Cunha negaram qualquer participação no esquema e disseram que sequer conhecem Oliveira Filho ou Youssef.
Ainda na semana passada a Folha de S.Paulo divulgou que o Ministério Público Federal vai pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que um inquérito seja aberto para apurar se Cunha teve alguma participação no esquema.
CITADOS
Eduardo Cunha vem rechaçando qualquer participação no esquema revelado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga um esquema na Petrobras envolvendo fraudes em licitação, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro.
"Não conheço esse senhor [Youssef]. Estou absolutamente tranquilo em relação a isso, de que não há nada. É mais uma iniciativa política para me prejudicar, tenho absoluta convicção. É só olhar de onde estão partindo esses vazamentos, essas informações falsas", disse, na semana passada.
Em nota divulgada no último dia 8, Anastasia se disse "tomado de forte indignação" e "revoltado" por ter seu nome citado pelo policial, com quem sugeriu a realização de uma acareação.
"Em primeiro lugar, registro que não conheço este cidadão, nunca estive ou falei com ele. Da mesma forma não conheço, nunca estive ou falei com o doleiro Alberto Youssef. Em 2010, já como governador de Minas Gerais, não tinha qualquer relação com a Petrobras, que não tinha obras no Estado, ademais do fato de eu ser governador de oposição ao governo federal", diz trecho da nota.




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