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Governador de PE assume falando em tempos difíceis na economia

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ÁLVARO FILHO
RECIFE, PE - A expectativa de tempos difíceis para a economia brasileira em 2015 pautou o discurso de posse do novo governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), nesta quinta-feira (1º).
Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no Recife, as referências de Câmara às dificuldades a serem enfrentadas rivalizaram com menções constantes ao ex-governador Eduardo Campos, morto num acidente aéreo em agosto e mentor da eleição do governador.
"Tenho consciência da dimensão dos desafios econômicos em que foi lançado o Brasil. Estou disposto a contribuir, no que me couber, para que o país supere o risco de recessão aliada à volta da inflação", afirmou na cerimônia de posse, que teve a presença da viúva de Eduardo Campos, Renata, e dos cinco filhos deles.
Paulo Câmara afirmou ainda que, para superar a crise, é necessário mais que formulação de equipes econômicas, "por mais iluminadas que sejam". Ele convocou a realização de uma política "com pê maiúsculo", cobrando mais diálogo com Brasília. "O pais requer tanto o saber ouvir quanto o saber falar com franqueza e lealdade."
Aos 42 anos, o economista e auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado foi eleito com 68,8% dos votos, derrotando o candidato da aliança petista, o senador pelo PDT e recém-empossado ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto.
Durante os oito anos de gestão de Eduardo Campos em Pernambuco, Câmara foi um dos homens fortes do governo, comandando as pastas de Administração, Turismo e Fazenda, até ser ungido candidato pelo próprio Campos no início de 2014. A decisão provocou certo mal-estar com o então vice-governador, João Lyra Neto, que se considerava herdeiro natural do posto.
A transição entre os dois, realizada no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, teve um momento inusitado. Logo após receber a faixa das mãos de Lyra, o cerimonial anunciou que Câmara iria levar o ex-governador até o carro dele. Assim, Lyra foi embora sem ouvir o discurso do novo ocupante do palácio.

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Edhucca

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