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Política

Governadores empossados prometem austeridade e combate ao desperdício

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JOÃO PEDRO PITOMBO
SALVADOR, BA - Antevendo um cenário econômico difícil para 2015, os novos governadores tomaram posse nesta quinta-feira (1º) com um discurso de austeridade e combate ao desperdício de recursos públicos.
A perspectiva de frustração de receitas, tanto em arrecadação própria como em repasses federais, levou os gestores a anunciarem um ano de "aperto financeiro" e de ajuste fiscal.
Com perspectiva de perda de cerca de R$ 2 bilhões este ano em recursos dos royalties do petróleo, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), anunciou cortes em gastos com gratificações e despesas operacionais.
No Distrito Federal, onde o rombo é estimado em R$ 3,8 bilhões, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) defendeu um "pacto" para recuperar as finanças.
"Brasília não pode continuar sendo identificada pela corrupção, desmandos, ineficiência da gestão pública", disse Rollemberg.
O governador Pedro Taques (PDT), de Mato Grosso, anunciou a extinção de 2.000 cargos comissionados e prometeu cortar gastos "combatendo a corrupção" e gastando apenas "o necessário".
Já o governador da Bahia, Rui Costa (PT), prometeu melhorar a gestão e economizar recursos para investir. Ele afirmou não crer em repasses voluntários da União -principal fonte para investimentos- no primeiro semestre do ano.
Em consonância com o principal lema dos protestos de junho de 2013, os governadores prometeram serviços públicos de melhor qualidade e foco em áreas prioritárias como educação, saúde e segurança pública.
Prometendo "medidas duras" para restabelecer o equilíbrio fiscal, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), afirmou que vai cortar os gastos "ruins" e "supérfluos" em sua gestão.
CLIMA DE TENSÃO
Nos Estados em que a faixa foi transmitida a um governador da oposição, a posse foi marcada por um clima de tensão.
Em Minas Gerais, o governador Fernando Pimentel (PT) prometeu fazer um "balanço" das gestões tucanas no Estado -incluindo os sete anos de gestão de Aécio Neves (PSDB), derrotado na disputa presidencial de 2014.
O petista afirmou que o Estado sempre foi governado "de forma antiquada" e "de dentro dos gabinetes". E, sem citar Aécio nominalmente, o criticou com um de seus motes da campanha: "Minas Gerais não tem dono, não tem rei, não tem imperador".
Na transmissão do cargo no Rio Grande do Sul, petistas e peemedebistas trocaram vaias no Palácio Piratini.
Já no Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) recebeu a faixa do presidente da Assembleia Legislativa -a ex-governadora Roseana Sarney renunciou no início de dezembro alegando problemas de saúde.
A cena se repetiu no Amapá, onde o ex-governador Camilo Capiberibe (PSB) não compareceu à posse de seu sucessor e desafeto Waldez Góes (PDT).
Colaborou PORTO ALEGRE, BELO HORIZONTE, RIO DE JANEIRO, BRASÍLIA e CUIABÁ




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