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Presidente volta a defender Petrobras e faz apelo a congressistas

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GABRIELA GUERREIRO E MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF - Em seu discurso de posse, a presidente Dilma Rousseff voltou a defender a Petrobras, lamentou a crise vivida pela empresa por causa de esquemas de desvios de recursos e disse que o governo irá proteger a estatal de "predadores internos e de seus inimigos externos".
Acompanhada por diversas autoridades políticas do governo, dentre elas o procurador-geral da União, Rodrigo Janot, Dilma afirmou que a Petrobras é a principal empresa estratégica do país e a que mais emprega. "Temos que saber apurar e punir sem enfraquecer a Petrobras. [...] Ela tem capacidade de superar a crise e dela sair mais forte", disse.
Dilma voltou a dizer que as denúncias de corrupção na estatal serão investigadas. "Vamos apurar com rigor tudo de errado que foi feito e fortalecê-la cada vez mais", disse.
A presidente também repetiu que não compactua com a corrupção e defendeu que a Petrobras tenha uma rigorosa estrutura de governança e controle para não permitir que novos esquemas de desvio de recursos públicos possam ser implantados na estatal.
"Jamais compactuei com qualquer ilícito ou mal feito. Meu governo foi o que mais combateu a corrupção, com leis mais severas, absoluta autonomia da Polícia Federal e independência sempre respeitada do Ministério Público", disse.
Dilma voltou a pedir um grande pacto nacional contra a corrupção. "Estou propondo um grande pacto nacional contra a corrupção que envolve todas as esferas de governo e todos os núcleos de poder, tanto no ambiente público ou privado", disse.
"A corrupção ofende e humilha os trabalhadores, os empresários e brasileiros honestos e de bem. A corrupção deve ser extirpada", disse.
A presidente relembrou os cinco pactos propostos por ela durante a campanha eleitoral para o combate à corrupção. Duas das medidas são: transformar em crime e punir com rigor os agentes públicos que enriquecem sem justificativa ou não demonstrem a origem dos seus ganhos e modificar a legislação eleitoral para transformar em crime a prática de caixa 2.
APELO
Tendo em vista que enfrentará dificuldades com a sua base aliada no Congresso em seu segundo mandato, Dilma fez um apelo aos congressistas para que a ajudem a aprovar projetos de interesse da sociedade.
"Peço aos senhores e as senhoras parlamentares que juntemos as mãos em favor do Brasil, porque a maioria das mudanças que o povo exige tem que nascer aqui, na grande Casa do povo", disse.
NOVO SLOGAN
Durante o seu discurso, a presidente anunciou o slogan "Brasil: Pátria Educadora" como o novo lema de seu segundo mandato. Dizendo que ele é "simples, direto e mobilizador", a presidente afirmou que o setor será a "prioridade das prioridades" e deverá convergir esforços de todas as áreas do governo.
"A educação será a prioridade das prioridades. Só a educação liberta o povo. [...] Só a educação liberta um povo e abre as portas de um futuro próximo.", disse.
Dilma afirmou que a educação começará a receber mais verbas, com recursos oriundos dos royalties do petróleo e recursos do pré-sal.
Um dos programas mais citados pela presidente, o Pronatec foi relembrado mais uma vez por Dilma, que prometeu oferecer 12 milhões de vagas para jovens que buscam o primeiro emprego e disse que dará "especial atenção" ao Pronatec Jovem Aprendiz, que permitirá às micro e pequenas empresas contratarem um jovem para atuar em seu estabelecimento.

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