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Governador prevê ano de aperto e defende nova CPMF

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JOÃO PEDRO PITOMBO
SALVADOR, BA - O governador da Bahia Rui Costa (PT) afirmou na cerimônia de posse nesta quinta-feira (1º) que 2015, ano que inicia o terceiro ciclo do PT no comando do Estado, será de "aperto" e de ajuste fiscal.
Sucessor do agora ex-governador e novo ministro da Defesa Jaques Wagner (PT), Costa disse que não crê em repasses voluntários da União no primeiro semestre do ano.
"Vamos executar os recursos contratados para dar a arrancada do governo. Acredito que novos investimentos com recursos da União devem acontecer, na melhor das hipóteses, só no segundo semestre", afirmou Costa.
O novo governador da Bahia defendeu também a criação de uma nova fonte de financiamento para a saúde, mas evitou falar em volta da CPMF, o chamado imposto do cheque extinto em 2007.
"Eu não defendo um nome em particular, nem um imposto em particular, mas defendo mais recursos para a saúde. Não é possível responder à necessidade do povo baiano sem recursos adicionais", afirmou.
Há cerca de um mês, durante encontro dos novos governadores do Nordeste, o tema dividiu os gestores da região -parte deles foi contrária à criação de um novo tributo.
DISCURSO
Em sua fala na cerimônia de posse na Assembleia Legislativa, Rui Costa defendeu uma gestão focada em resultados e sem desperdícios -temas que deram o tom do discurso da oposição durante a campanha eleitoral.
Na transição, Costa anunciou a extinção de três secretarias, além de autarquias e estatais, numa meta de economia de R$ 200 milhões -o equivalente a 0,5% do orçamento previsto para 2015.
Em tom emocionado, lembrou sua infância humilde no bairro da Liberdade, na periferia de Salvador. E chorou ao falar do pai, que foi metalúrgico, e da mãe, que era doceira e morreu há duas décadas.
Durante a cerimônia de transmissão do cargo, elogiou a gestão do governador Jaques Wagner, a quem chamou de "um dos melhores governadores da história da Bahia".
Também referiu-se ao agora ex-governador baiano como "cabeça branca" -apelido pelo qual era chamado o ex-senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007).
Jaques também se emocionou ao relembrar a posse como governador em 2007, meses após ser eleito no primeiro turno de forma surpreendente.

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